Colégios privados investigados por pressionarem alunos

A Inspeção-Geral da Educação e da Ciência (IGEC) tem em curso "processos de averiguações" em dois colégios privados com contrato de associação. Movimento rejeita acusações.

Os processos surgem na sequência de denúncias de que alguns colégios estarão a pressionar alunos e famílias para participarem nas diversas formas de protesto contra os cortes no setor.

O Diário de Notícias cita o Jornal de Leiria que deu conta das queixas de pais que acusam o Colégio Conciliar de Maria Imaculada de "instrumentalização" dos filhos na guerra com o governo.

De acordo com a notícia do Jornal de Leiria, a diretora do colégio disse desconhecer consequências negativas do envolvimento das crianças nas ações de contestação, e acrescenta que o colégio teve o cuidado de resguardar os alunos do pré-escolar e do 1.º ciclo dessas ações.

O Diário de Notícias pediu esclarecimentos ao Ministério da Educação que confirmou a existência deste processo de averiguações e de pelo menos mais uma denúncia, relativa a outra localidade, que também continha matéria de facto suficiente para justificar a intervenção da Inspeção Geral; mas "por razões que se prendem com esta investigação em concreto" este segundo colégio não é identificado.

Movimento rejeita acusações

Ouvido pela TSF, o representante dos pais no Movimento Defesa da Escola Ponto, Luís Marinho diz refutar "por completo que o movimento tenha qualquer tipo de intervenção" e "nunca ninguém, nem pais, nem alunos, nem docentes, é forçado a participar no que quer que seja (desde uma carta à presença numa manifestação), isso é feito de uma forma livre por cada uma das pessoas".

Luís Marinho refuta acusações

00:0000:00

"Ainda há uma semana fomos 40 mil junto há Assembleia da República e agora o que vem a lume e um caso ou dois que ainda por cima é fruto de uma denuncia anónima ", sublinha Luís Marinho

Luís Marinho acusa ministério de estar por detrás desta notícia

00:0000:00

Em relação a estas queixas, o representante dos pais no Movimento Defesa da Escola Ponto tem um "palpite" que "não pode provar" e acusa o governo de estar por detrás deste processo de averiguações: "o ministério da Educação tem feito tudo para poder descredibilizar a nossa luta. Esta é mais uma e existirão outras no futuro", concluiu Luís Marinho

"Ainda bem" que as crianças participam em manifestações, diz Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo

Questionado pela TSF sobre a notícia, João Paulo Moinhos, membro da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo - e um dos manifestantes que marcou presença, hoje, junto a FIL, onde decorre o Congresso do PS - diz desconhecer casos de pressão sobre crianças ou familiares, mas revela-se satisfeito com a participação por parte das famílias.

"As crianças participam nas manifestações porque os pais participam nas manifestações. As manifestações que nós temos com crianças são dentro do recinto escolar e as que são exteriores, se há crianças, ainda bem, porque houve famílias inteiras que participaram. Isto é uma questão da família", afirma.

O professor no Instituto Nun'Alvres salienta ainda que "as crianças não estão preocupadas se há ou não vagas na escola pública, as crianças estão preocupadas em seguir um projeto educativo estável, que as forma com competências académicas e humanas", acrescentou João Paulo Moinhos.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de