"Cultura da nota é nociva"

No parlamento, o ministro da Educação responde às críticas do CDS e do PSD que acusam o governo de ter alterado as regras do jogo a meio do ano letivo avançando com um sistema que forma uma "geração de aferidos" quando o país precisa de "qualificações avaliadas".

Em estreia na comissão de Educação, Tiago Brandão Rodrigues sublinhou que o objetivo deve ser a promoção do sucesso escolar e apontou estudos internacionais para defender que os exames só devem surgir numa fase mais avançada da escolaridade (9º ano).

O ministro da Educação afirma que Portugal "ia contra corrente nos últimos quatro anos" e que a escola "não tem que treinar para exames", defendendo ainda que a "cultura da nota é nociva", e que a sala de aula deve ser o principal foco do trabalho a desenvolver.

"Os estudos internacionais dizem não aos exames e sim aos processos de aferição"

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O novo ministro acusou o seu antecessor, Nuno Crato, de ter feito um "corte radical" com as práticas que existiam mas sublinhou que não terá receio da palavra "radical", sublinhando que tem "a legislatura toda" para cumprir o programa do PS.

A audição do ministro foi suscitada pelo CDS com a deputada Ana Rita Bessa a considerar que o governo "agiu mal" ao avançar com mudanças a "meio do ano escolar". O CDS contesta também o modelo escolhido, considerando que a prova de aferição "não faz avaliação vinculativa" até ao 9º ano, formando uma "geração de aferidos, quando o país precisa de uma geração avaliada e qualificada". Pelo PSD, Amadeu Albergaria, desafiou o ministro a estar presente numa audição pública, no parlamento, sobre o modelo de avaliação.

Ana Rita Bessa considera que o governo "agiu mal" com mudanças "a meio do ano escolar"

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Sobre o parecer do Conselho Nacional de Educação que se manifestou contra o fim dos exames no primeiro ciclo, Tiago Brandão Rodrigues afirmou que não tenciona entrar em "beligerância" com este órgão que "respeita", sublinhando, no entanto, que "quem governa somos nós". Esta declaração gerou críticas de Abel Batista, do CDS, que considerou ainda "pouco esclarecedoras" as explicações do ministro da Educação.

"O CNE é autónomo e independente mas quem governa somos nós"

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Nesta audição, na intervenção inicial, o ministro da educação manifestou o "respeito pela comunidade educativa" considerando que os professores foram "estoicos e resilientes " nos últimos anos.

O ministro da Educação diz que estão a ser avaliados quais são os casos que exigem ação prioritária para remoção de placas de amianto

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O ministro da Educação diz que estão a ser avaliados quais são os casos que exigem ação prioritária para remoção de placas de amianto, sublinhando que o anterior governo tinha interrompido este processo.

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