"Devemos estar prontos para investir no desenvolvimento do capital humano"

Esta foi uma das mensagens deixadas, em Lisboa, por Marianne Thyssen, no dia em que a comissária Europeia do Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral contou histórias a crianças.

Acompanhada pelo secretário de Estado da Educação, João Costa, a comissária europeia Marianne Thyssen visitou, ao final da manhã, o Centro Intergeracional do Areeiro, onde participou numa das sessões dos Grupos Aprender Brincar Crescer - que começaram por ser um projeto-piloto financiado pela Comissão Europeia e que permaneceram depois em várias freguesias do país enquanto projeto alternativo de aprendizagem para crianças até aos quatro anos.

Neste espaço, em Lisboa, semana após semana, o cenário repete-se: caixas, caixotes, caixinhas, brinquedos e mais brinquedos espalhados pelo chão, uma manta, pernas cruzadas, barrigas viradas para cima, palmas e muitas gargalhadas. E, por vezes, alguns choros. É nestes grupos que crianças ainda sem idade de entrar no meio escolar partilham o mesmo espaço interagem e convivem entre elas, mas também com os pais ou os avós.

Esta terça-feira, recebem também uma convidada especial, a comissária Europeia responsável pelo Emprego, Assuntos Sociais, Competências e Mobilidade Laboral, que, ao contrário da maioria dos políticos que chega de Bruxelas, não vem Lisboa apenas para se reunir com outros adultos, mas também para contar uma história aos mais pequenos. "O Bolinha Vai À Escola. Hoje é o primeiro dia de aulas do Bolinha", conta Marianne Thyssen, enquanto as crianças, dispostas em círculo, ouvem atentamente uma das histórias dos muitos livros-brinquedo criados por Eric Hill.

Durante cerca de meia hora, a comissária belga, que conhece bem Portugal, fez uso do português para interagir com as crianças. Mais tarde, nos minutos reservados à conversa com os jornalistas - e já em inglês -, explicou a importância do projeto-piloto que começou com financiamento da Comissão Europeia e sublinha que o investimento nas crianças e nos mais pequenos é mesmo uma prioridade para Bruxelas.

"Devemos estar prontos para investir no desenvolvimento do capital humano, e isto começa em idades muito precoces, porque nós sabemos - e as evidências mostram-no -, que ao investir nas crianças estamos a dar-lhes um bom arranque para o que resta da vida delas. Portanto, temos de gastar euros neste tipo de projetos", adianta a comissária europeia que, em Lisboa, salientou que nem todos os projetos, nem todos os projetos de inovação social têm de ser caros para serem produtivos: "Não é isso que define um bom ou um mau projeto, o que interessa é se ajuda, se contribui para o desenho futuro dos cuidados infantis".

Quanto a Portugal, considera que, esta área, pode mesmo ser um exemplo, já que, para já, se encontra nos patamares mais elevados à escala europeia: "Em relação a cuidados infantis, se falarmos na cobertura que existe, se falarmos no número e na percentagem de crianças que estão em espaços formais de acompanhamento das crianças mais pequenas, vemos que Portugal está no top-5, entre os cinco primeiros", afirma.

Durante os últimos dois anos, o projeto-piloto contou com 32 grupos, espalhados por 5 regiões de norte a sul do país, envolvendo cerca de 600 pessoas, entre adultos e crianças.

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