Diretores escolares temem que contratação de funcionários não dê em nada

Um mês depois de ter arrancado o concurso para a contratação de mil funcionários a tempo inteiro para as escolas, os diretores e dirigentes escolares continuam com dúvidas. O processo só estará fechado daqui por alguns meses, mas os estabelecimentos de ensino temem que o concurso sirva apenas para resolver situações precárias de quem já trabalha nas escolas, em vez de reforçar as equipas.

Pelas contas dos diretores e dirigentes escolares são precisos pelo menos 3 meses até que os mil auxiliares sejam totalmente distribuídos pelos estabelecimentos de ensino e integrados nos quadros da Função Pública.

Ouvidas pela TSF sobre o decurso do processo, a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) garantem que só no início do verão vai ser possível perceber o impacto do concurso que arrancou há um mês, depois da luz verde do Ministério da Educação.

Por enquanto, o presidente da ANDAEP, Filinto Lima, continua com dúvidas se o concurso irá trazer novos funcionários ou servirá apenas para regularizar situações precárias de quem já trabalha nas escolas: "Só no final é que nós vamos saber se vamos ter mil novos funcionários, ou seja, mais mil funcionários, ou se estes mil vão melhor o seu vínculo mas já estão inseridos nas escolas. Temos de perceber no fim deste processo concursal, que só termina lá para julho ou agosto, destes mil quantos vieram acrescentar aos funcionários que nós temos neste momento nas escolas públicas."

Também o presidente da ANDE, Manuel Pereira, receia que o aumento real e efetivo de auxiliares nas escolas não se concretize: "Para estes concursos quem concorre são precisamente as pessoas que já trabalham nas escolas em contratos periclitantes, já estavam nas escolas com horários curtos, e agora concorrerão às vagas que aparecem, voltam a ficar mas as escolas não ganham mais ninguém."

Há um mês, quando foi lançado o concurso, o Ministério da Educação admitia que o processo está aberto a trabalhadores com vínculo temporário à administração pública, mas dizia acreditar que a maioria dos auxiliares nesta situação já entrou no programa de regularização de trabalhadores precários.

A contratação de funcionários surge depois de inúmeras queixas de diretores que, em alguns casos, tiveram de encerrar serviços destinados aos alunos (bar, biblioteca e ginásios) por falta de funcionários que garantissem a segurança dos estudantes.

Com os novos concursos, os candidatos que não forem selecionados ficam numa bolsa de recrutamento durante ano e meio e podem vir a ser chamados para fazer substituições.

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