Fenprof rejeita proposta de Marcelo para recuperação do tempo de serviço dos professores

O secretário-geral da Fenprof não percebe o que Marcelo Rebelo de Sousa pode pretender com uma norma mais imaginativa e criativa e considera que devolver o diploma, sem nenhuma mudança, seria uma afronta do Governo ao Presidente da República.

Mário Nogueira não aceita a proposta de Marcelo Rebelo de Sousa, que escreve o jornal Expresso, defende uma nova versão, mais criativa, na recuperação de tempo de serviço dos professores. Ao que adianta o Expresso, o Presidente da República até aceitaria os dois anos, nove meses e dezoito dias, propostos pelo Governo, mas não quer um calendário fechado, nem que se ponha em causa as contas públicas.

É uma ideia rejeitada pelo secretário-geral da Fenprof que não abre mão de um calendário fechado.

"Tem que ficar claro que há um calendário fechado. Essa é uma questão que irá ser depois negociada. Aqui não é uma questão de ser aceitável para a FENPROF ou para outra organização: é para os professores. E os professores em Portugal continental têm que ser tão respeitados como no resto do país. Nós não temos três países, temos um país e, portanto, independentemente da criatividade que possa existir na forma de recuperar o tempo em cada uma das regiões, há uma coisa que não carece de qualquer tipo de criatividade, porque ela é muito objetiva. Nove anos, quatro meses e dois dias foi tempo trabalhado pelos professores e que tem que ser contado como é para os outros."

Mário Nogueira não percebe o que Marcelo Rebelo de Sousa pode pretender com uma norma mais imaginativa e criativa e considera que devolver o diploma, sem nenhuma mudança, seria uma afronta do Governo ao Presidente da República.

"O Governo afrontou já os professores, afrontou as assembleias, os parlamentos regionais da Madeira e dos Açores, afrontou a Assembleia da República. Porque é que não há de afrontar o senhor Presidente da República? Acredito que possa querer fazê-lo, mas seria, de facto, um isolamento completo desse Governo. Além do mais, também é importante dizer que se o fizer, como é evidente, desta vez, eu acho que se isso acontecer a Assembleia da República assumirá as suas responsabilidades e todos já ouvimos à esquerda do PS e a direita do PS a defesa da recuperação integral do tempo de serviço."

O braço de ferro promete novos capítulos no inicio de 2019. Os professores têm já agendada uma concentração à porta do ministério, para o dia do arranque das aulas, depois da pausa do Natal.

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