Governo e sindicatos voltaram a reunir-se e só há acordo numa palavra: "Intransigência"

Ministério da Educação e plataformas sindicais "esbarram" uma na outra na hora em que foram retomadas as negociações sobre o tempo de carreira dos professores.

Mário Nogueira acusa o Governo de ser intransigente, admite que o restante ano letivo pode ser "muito complicado" e pede a intervenção da Assembleia da República para que se consiga chegar a um acordo.

No final da reunião entre o Ministério da Educação e dos sindicatos, o líder da Fenprof garantiu que "com esta posição que o Governo agora teve, eventualmente se não for posta mão pela Assembleia da República para resolver o problema, se calhar vamos ter um resto de ano letivo muito complicado", já que "o Governo decidiu voltar a dizer-nos que tem para recuperação dos professores dois anos, nove meses e 18 dias".

O responsável pelo sindicato de professores considera que "o Governo está a ser absolutamente irresponsável ao roubar tempo de serviço aos professores, ao descriminar os professores do Continente dos professores das regiões e ao ser absolutamente intransigente, não admitindo sequer qualquer tipo de posição flexível de alteração, não tendo qualquer tipo de jogo de cintura para resolver este problema".

"Nós, sinceramente, esbarrámos num muro de intransigência e foi fácil, fizemos ricochete e voltámos rápido para fora", assegurou.

O encontro foi, portanto, rápido e os sindicatos voltam a reunir-se esta terça-feira para perceberem se pretendem voltar a sentar-se à mesa de negociações com o Governo.

Também à saída do encontro, o ministro da Educação revelou que "os sindicatos foram inflexíveis e intransigentes", o que levou a que não houvesse "lugar e espaço para essa outra negociação ser feita".

Assim, depois do muro de Nogueira, houve tempo para o muro do Governo: "Esbarrámos na intransigência das organizações sindicais", atirou Tiago Brandão Rodrigues.

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