Diretores temem assaltos nas escolas após ordem para desligar videovigilância

O Ministério da Educação deu ordem às escolas para desligarem os serviços de videovigilância. Diretores estão preocupados e temem assaltos. Ministério diz que o novo concurso está pronto a ser lançado.

A ordem chegou às escolas na segunda-feira, "por oficio", indicando que as escolas deveriam "desligar os serviços" de videovigilância e deteção de intrusão, confirmou à TSF Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares.

O dirigente associativo mostra-se preocupado com a situação, uma vez que a videovigilância "é muito importante nos períodos em que a escola não está ativa", especialmente à noite e aos fins de semana.

Manuel Pereira acredita que "um investimento de muitos milhões de euros que o ministério da Educação fez em 2010 não será posto de lado apenas porque o ministério não chegou a acordo com a empresa que prestava esse serviço".

Até 2010, as escolas tinham guardas-noturnos mas, quando começou a funcionar o sistema de segurança, "todas as escolas" deixaram de precisar destes profissionais, lembrou Manuel Pereira, explicando que alguns passaram a executar funções de assistentes operacionais (funcionários).

O Correio da Manhã adiantava esta manhã que são cerca de 1200 escolas que ficarem sem este serviço porque o Ministério da Educação vai abrir um novo concurso público.

O primeiro contrato foi assinado em 2010, por um período de 3 anos, mas prolongou-se por mais um. Este ano, o serviço continuou a funcionar sem existir qualquer contrato.

O dirigente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares espera que o problema fique resolvido "numa questão de dias".

Em resposta enviada à TSF, o ministério da Educação explicou que apesar de ter "cessado a ligação remota dos alarmes", isso "não impede a sua ativação local".

Segundo o ME, "o que está em causa é apenas a monitorização remota do sistema de intrusão e de videovigilância quando a escola está fechada".

O gabinete do ministro da Educação garante que "as escolas têm estado com vigilância diurna e noturna", e revela que "está pronto o procedimento para lançamento de um novo concurso".

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