Editores e Livreiros ameaçam com aumento significativo dos livros escolares

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros não desiste dos argumentos contra a reutilização de livros, algo que não surpreende o Governo.

A APEL reforça argumentos contra a política de reutilização dos livros escolares e está a ameaçar com um aumento significativo dos livros caso esta política se mantenha. Conta o jornal Público que esta ameaça faz parte de um email formal que foi enviado ao Ministério da Educação depois dos dois gigantes de edição de livros escolares, a Leya e a Porto Editora, terem bloqueado qualquer acordo sobre a reutilização dos livros.

O Público, que teve acesso ao relatório final que foi enviado esta semana a todos os envolvidos, diz que após seis meses de reuniões e conversas, o grupo que devia propor regras para o alargamento da reutilização dos livros escolares até ao 12º ano não conseguiu um consenso.

A APEL não desistiu dos argumentos contra a reutilização dos livros recorrendo mesmo a argumentos das áreas da psicologia e pedagogia, alegando que as famílias preferem comprar os manuais e que os alunos têm uma relação empática com os livros, que devem ser pessoais e intransmissíveis.

Alexandra Leitão, a secretária de Estado Adjunta e da Educação, em declarações ao Público, diz que não fica surpreendida com a falta de acordo e, quanto à ameaça da APEL de aumentarem significativamente os livros, trata de lembrar que está em vigor uma convenção assinada com as editoras que não permite o agravamento dos preços.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de