Escola de Tavira com poucos funcionários encerra serviços

Faltam funcionários, há sobrelotação de espaços e até dificuldades para pagar a luz. A Escola Eb 2, 3 D. Paio Peres Correia tem problemas que não estão a ser resolvidos pelo Ministério da Educação.

Com a passagem para as 35 horas semanais e juntando a baixa médica prolongada de seis assistentes operacionais, alguns serviços são obrigados a encerrar temporariamente ao longo do dia.

Reportagem de Maria Augusta Casaca

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O diretor José Baía diz que "para as pessoas poderem almoçar, fechamos a reprografia, fechamos a biblioteca e uma série de valências que os alunos, que estão cá o dia inteiro, necessitam".

Muitas vezes o espaço exterior da escola também não tem qualquer vigilância.

Paulo Mateus, o representante dos pais e encarregados de educação, mostra apreensão: "estamos a falar de crianças do 5º ao 9º ano que ficam entregues a si próprias".

As preocupações já foram enviadas para o Ministério da Educação, mas a resposta não agradou à escola."Disseram-nos que até temos funcionários a mais. Sou professor de matemática mas não devo saber fazer contas", ironiza o diretor.

A Câmara de Tavira que, através de um protocolo, pagava a eletricidade do estabelecimento de ensino também deixou de o fazer por ter terminado o acordo. A Escola D. Paio Peres Correia aguarda agora uma decisão do Ministério das Finanças para poder pagar a luz com o orçamento de compensação.

Os meses de julho, agosto e setembro estão por pagar a aguardar uma decisão que tarda em chegar. "Talvez à espera que nos cortem a luz", lamenta José Baía.

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