Sociedade

Escola pública em Felgueiras aposta em ensino bilingue

A Escola Básica do 2º e 3º ciclos de Idães, em Felgueiras, oferece um programa de ensino bilingue português-inglês para os alunos do 5º e 7º anos.

Os 66 alunos inscritos no programa estão a aprender conteúdos de diferentes disciplinas, como Matemática, Ciências ou História, em inglês.

O projeto "British Power" arrancou este ano letivo para aperfeiçoar uma das principais ferramentas para o futuro profissional dos alunos. "Verificámos que os alunos, quando saem da escola, precisam de maior traquejo ao nível da língua inglesa, quer por motivos estudantis, no acesso à universidade, quer em termos profissionais, se pretenderem emigrar", justificou à TSF Amândio Azevedo, diretor daquele agrupamento, um dos onze agrupamentos do país que aderiram ao Programa Escolas Bilingues.

A adesão ao projeto por parte dos alunos foi "enorme", o que entusiasmou os professores. "Uma das dificuldades na implementação do programa foi a fluência dos docentes na língua inglesa. O curioso é que neste momento, dos nove professores envolvidos, dois são de inglês e outros três estão já a fazer cursos para melhorarem o seu inglês", acrescentou.

Os conteúdos são adaptados e traduzidos pelos próprios docentes. "Este é um trabalho de equipa, em que fazemos uma planificação da aula com algumas semanas de antecedência, estudando o vocabulário necessário para que os alunos consigam acompanhar a aula em inglês. Claro está que tentamos simplificar, usando uma linguagem mais simples", explica Anabela Mota, professora de Inglês e coordenadora do projeto.

Ainda é cedo para balanços mas Andreia Carvalho, professora de Educação Física, uma das disciplinas abrangidas pelo programa bilingue, não tem dúvidas dos benefícios do programa. "Dá-lhes outra bagagem que um aluno que não tem tanto contacto com o inglês não terá", atira.

Satisfeitos, os alunos referem que o programa ajuda a "melhorar o nosso desenvolvimento a falar inglês", "numa forma divertida de aprender" uma língua que o António, a Inês e o Joaquim dizem ser a "preferida".

Há, desde logo, uma grande diferença nestas aulas: "Estão muito mais atentos para tentar perceber o conteúdo que está a ser lecionado. É fantástico ver a concentração, o empenho e o interesse dos alunos", remata Anabela Mota.