Marcos Piangers: "Muitos pais biológicos não são pais. São apenas pagadores de contas"

"Quando um filho diz: "Pai, eu quero mais você, não precisa trabalhar tanto", você acha que vai perder o emprego." O pai mais cool do Brasil, com milhões de seguidores nas redes sociais e presença habitual em conferências e palestras, fala sobre o desafio de educar as duas filhas.

O pai mais cool do Brasil, com milhões de seguidores nas redes sociais e presença habitual em conferências e palestras, fala sobre empresas amigas das famílias, partilha de tarefas em casa, o equilíbrio que os homens também têm de fazer entre o trabalho e a família, o desafio de educar duas filhas, igualdade de género e mães solteiras. E como mudou de emprego e de cidade para poder passar mais tempo com a família. Uma grande entrevista de vida, da série "Ninguém Disse que Isto ia Ser Fácil", onde o comunicador brasileiro conta, pela primeira vez perante uma câmara, como conheceu o pai, aos 34 anos.

Quando editaste o teu livro, Papai Pop [O Pai é Top, ed. Planeta, em Portugal] em 2015, não fazias ideia que te tornarias um fenómeno e uma referência em questões de parentalidade, pois não?
Não. E para mim é até um pouco constrangedor ser considerado uma referência. O tempo todo eu questiono esse holofote, esse microfone que me foi dado. Eu não sou pedagogo, não sou psicólogo, nem psiquiatra, nem professor...

És pai.
Sou pai. E tudo o que eu sei, eu aprendi fazendo. E quando se aprende na prática, você erra muito. E até hoje eu erro muito. Quando me permitem que eu viaje pelo Brasil e pelo mundo, dando palestras e participando de conferências para falar sobre criação [educação] de filhos, o único assunto a que eu posso me agarrar é a prática. Aquele que eu vivencio. E esse é cheio de falhas.

E por isso é que há tanto interesse, acho, naquilo que tu escreves e dizes. Porque falas na primeira pessoa. Falas da tua história, da história da tua mulher, da tua família, das tuas filhas.
A comunicação mais académica, baseada numa bibliografia mais formal, muitas vezes se distancia do público. No dia a dia nós, pais, percebemos que não é bem assim, não é tão fácil como os livros dizem. É importante que se assuma as falhas e as dificuldades da paternidade e da maternidade. Os erros que nós, homens, cometemos de forma tão sistemática, as inseguranças que as mães sentem quase em cem por cento das ocasiões. Essa vulnerabilidade foi a grande diferença na comunicação que eu comecei a travar.

Porque as pessoas se revêm nas tuas histórias e encontram nelas ligação à sua própria vida. Achas que é esse o sucesso?
Quando a gente lançou o livro, em 2015, a gente não tinha nenhuma pretensão. Eu imaginava que iria vender muito pouco, por o Brasil ser um país com vinte milhões de mães solteiras, em que os homens são incentivados a serem basicamente provedores, pagadores de contas, jogadores de futebol, músicos... Você não vê um garoto ser incentivado a ser pai, não vê uma celebração da família. E por isso eu imaginava que o livro não ia encontrar uma audiência. Mas encontrou. Justamente nesses novos homens e novas mulheres, interessados numa vida mais afetiva, mais próxima dos filhos, mais participativa, mais equilibrada entre a profissão e o afeto.

E a partir daí tudo descolou. O livro foi um sucesso. Nesse mesmo ano participaste numa conferência que foi outro sucesso, com a apresentação "Do que Minhas Filhas Precisam". E tu tornaste-te um fenómeno. Quantas palestras dás por ano? Tens ideia?
Eu acho que já dei mais de 150 num ano. E já dei 35 palestras num mês. Em trinta dias, 35 palestras.

Tu já davas conferências sobre tecnologia e inovação Quem são os teus principais clientes?
Eu dou muitas palestras para empresas. As corporações percebem que um funcionário feliz, mais equilibrado, é também mais produtivo. Eu não dou palestras para que o funcionário seja mais produtivo.

Não é para vender mais.
Não, não dou palestras para que ele venda mais. Dou palestras para que ele seja mais feliz. E ao ser mais feliz, talvez ele venda mais. As empresas percebem a importância do investimento na primeira infância e numa licença parental estendida. A importância dos afetos, da capacidade empática de você aplicar emoções e se abrir também no ambiente de trabalho. Os meus principais clientes são empresas que perceberam que o mundo precisa de um investimento na família.

O que dizes em conferências e o que escreves e partilhas nas redes sociais influencia as pessoas. Achas que influencia também as empresas? Na sequência de palestras tuas, crês que algumas empresas mudam a forma de lidar com os trabalhadores?
Sem dúvida. No Brasil a gente tem uma licença-paternidade de cinco dias e uma licença-maternidade de quatro meses. No ano passado foi estendida para seis meses e [no caso dos homens] de cinco dias para vinte dias em algumas empresas que têm acordo com o governo.

São obrigatórios esses vinte dias? Os homens têm de os tirar?
Não. É uma licença opcional. Nas palestras que eu faço nas empresas eu sempre deixo claro que você não precisa esperar [por] políticas governamentais para fazer mudanças e transformações na sociedade. E que uma empresa pode tomar as rédeas dessa transformação e dizer: "a minha empresa vai ter trinta dias, vai ter dois meses, vai ter três meses de licença-paternidade". Muitas empresas, tocadas por esse tipo discurso, me chamaram, meses depois, para anunciar essa nova política de licença parental. Algumas das empresas onde eu palestrei já me chamaram duas ou três vezes para poderem anunciar para os funcionários mudanças e aplicações daquilo que eu falei da primeira vez.

Isso é muita responsabilidade.
É muita responsabilidade. E por conta dessa responsabilidade eu busco sempre profissionais. Estar cercado de psiquiatras, pedagogos, educadores que possam de facto me abastecer de bibliografia e de prática para que eu entenda a importância dessa minha fala. Para que eu não seja simplesmente um comunicador irresponsável.

Então, além das histórias das tuas filhas e da tua família, que inspira muita gente, porque se revêm, tu tens de pesquisar bastante, documentar-te, ler muito. Dedicas boa parte do teu tempo a documentar-te?
Tenho proximidade com empresas que traduzem para o português os papers científicos mais modernos e as pesquisas sobre primeira infância do mundo todo. E do português para um acesso mais popular, na transformação em tutoriais e vídeos. E, claro, [tenho contacto com] profissionais como pedagogos, psicólogos que sempre me ajudam a responder às questões que chegam através das redes sociais. Esse ano pretendemos lançar um documentário. A gente viajou o Brasil inteiro conversando com profissionais e foi uma experiência muito rica de aprendizado.

Com quantos pais falaste para fazer o documentário?
Foram cerca de dez profissionais que trabalham com parentalidade e cuidados de crianças e trinta pais - alguns famosos, muitos anónimos, uns pais solteiros... É muito interessante aprender com outras pessoas. Entrevistei um pai que largou o emprego há três anos para se dedicar à filha. A esposa ganha mais, tem um bom salário, e ele largou o emprego dele. Então ele confidenciava que às vezes ficava magoado porque ela, depois de trabalhar das oito da manhã às sete da noite, saía com as amigas e ele ficava cuidando da filha. E ele se queixava: "você podia chegar mais cedo do trabalho e me ajudar um pouco em casa". E eu dizia para ele: "é exatamente isso que a minha esposa fala".

Há aí uma inversão dos papéis tradicionais que importa começar a colocar na cabeça das pessoas.
Sim, sem dúvida. Mas é um termo que eu não gosto tanto, porque cabe ao homem fazer tudo aquilo que a mulher faz. E cabe ao homem ser referência e inspiração para que outros homens façam tudo aquilo que a mulher faz. Por duas razões: primeiro, porque o homem vive numa prisão quando ele não pode ser pai e é obrigado a ser só o pagador de contas. Isso é uma prisão, é uma espécie de armadura, de distanciamento da felicidade masculina. Muitos homens gostariam de estar mais perto da família, mas por não estarem incentivados socialmente ou por terem toda uma pressão constrangedora dos amigos ou da empresa ou da profissão, eles não participam da vida da família e isso os deixa menos felizes e realizados. Em segundo lugar, porque a mulher não precisa de fazer tudo.

Muitas pessoas que te leem e te ouvem, revêm-se nas tuas palavras, nomeadamente em questões de igualdade de género. Tu aplicas isso na prática, na tua vida e com a tua família? Ou tens uma grande teoria, mas na prática és o palestrante que em casa não faz o que palestra?
[risos] Em 2016 eu fazia reportagens para um programa na Globo, o maior canal de televisão do Brasil. E por conta do sucesso do livro, eu viajava para novos lançamentos, cobrindo olimpíadas no Rio de Janeiro e fazendo mais reportagens. E um dia a Anita, a minha filha, virou para mim: "Pai, você está viajando demais". E eu falei: "Filha, eu "tou no auge da minha carreira, eu não posso perder essa chance". E ela olhou para mim e disse: "Pai, mas você não pode escrever um livro que diz para os pais participarem e você mesmo não está aqui em casa".

Que idade é que ela tinha?
Onze anos.

E como é que tu reagiste a isso?
Eu falei: "Filha, então você quer que eu peça demissão da maior empresa de comunicação do Brasil e da América do Sul?" E ela: "Quero, pai".

E tu fizeste a vontade à tua filha?
[acena com a cabeça]

Isso foi um passo difícil.
Terrivelmente difícil! Para um homem, largar mão de poder, fama, dinheiro, reconhecimento, é terrível. É um salto no escuro, uma insegurança. Porque desde muito pequeno a gente é ensinado: "você vai sustentar a casa, você vai ser pagador, cabe a você a responsabilidade de cuidar dos seus filhos, de cuidar da sua esposa". E quando um filho diz: "Pai, eu quero mais você, não precisa trabalhar tanto", você acha que vai perder o emprego. E porque vai perder o emprego, vai perder dinheiro. E se vai perder dinheiro não vai conseguir pagar as contas. E se não vai conseguir pagar as contas você não vai conseguir manter a sua família. E se não mantiver a sua família você vai perder as suas filhas, a sua esposa... E todo o mundo vai te abandonar e você vai virar um mendigo no meio da rua. É um medo terrível! Terrível!

Pensaste muito nisso? Fizeste planos a longo prazo?
Por muitos anos eu discuti com a minha esposa. Eu dizia: "Não, Ana, eu não posso. Eu não posso trabalhar menos, eu tenho que abraçar estas oportunidades. Até esse dia que a minha filha me disse: "Pai, larga tudo. Vamos mudar de cidade. Vamos para perto dos avós. Vamos para um lugar onde ninguém te conhece, onde você não é tão famoso." Eu fiquei tão, tão, tão inseguro. E eu disse: "OK, vamos. Se der tudo errado, dane-se."

"Quando um filho diz: "Pai, eu quero mais você, não precisa trabalhar tanto", você acha que vai perder o emprego."

E então?
Foi a melhor decisão que eu já tomei na minha vida. Porque hoje eu tenho mais tempo. Para caminhar com as minhas filhas e para conhecê-las melhor. Tenho tempo exclusivo. Eu sou um melhor pai quando eu tenho mais tempo com elas. Quanto menos tempo você tem, mais você quer substituir com outras coisas. Como agressividade, porque quando você não tem tempo, você não tem como educar e aí você é muito duro. Você está muito tempo longe e não tem a sensibilidade de entender qual é a hora do sim e qual é a hora do não. E ao mesmo tempo você dá muita coisa: você quer substituir a sua presença com brinquedos.

Ao teres tomado essa decisão - que não deve ter sido fácil -, passaste a ganhar menos dinheiro, certo? Fizeste contas, fizeste alguma projeção a um ano ou dois? Ou três...?
Sim, passei a ganhar menos dinheiro. O que a gente fez foi tomar a decisão de ter uma vida muito mais simples. Saí de um prédio com um condomínio mais caro, de um colégio mais caro, um transporte mais caro. Mudámos para uma vida muito mais simples.

Qual foi o maior medo que tinhas quando tomaste esta decisão?
Quando eu estava nesse momento da decisão, eu escrevi um e-mail para mim mesmo num site que se chama futureme.org. E ele entrega o e-mail um ano depois. Um ano depois você recebe o e-mail.

Devolve-te um ano depois o e-mail que escreveste?
Sim. Eu escrevi um e-mail para o Marcos: "Nesse momento você está apavorado, não sabe o que vai acontecer, acha que vai dar tudo errado. Pode acontecer isso, isso e isso... E a melhor coisa que pode acontecer é, quem sabe, você ter mais tempo para a família, valorizar as coisas importantes, se transformar um pouquinho para melhor." E um ano depois esse e-mail chegou e o Marcos que leu aquele e-mail era um Marcos completamente diferente, mais tranquilo, mais calmo, mais feliz, mais realizado, que deu risada do outro Marcos, inseguro e apavorado, que escreveu o outro e-mail. Eu não sei se para cada uma dessas vitórias tem mil derrotados, mil homens que tentaram. Aparentemente isto começa a criar mais coragem para ter a vida que a gente merece ter.

A tua mulher, a jornalista e socióloga Ana Cardoso, partilha, tal como tu, dessa visão de divisão de tarefas e de haver homens mais interventivos em casa. Isso acaba por ser uma missão que vocês vivem a dois. Como é que conseguem educar duas crianças e ter uma vida pública de missão e de exposição mediática também a defender esses ideais?
Eu já achei que eu era feminista e hoje em dia eu acho que nunca o vou ser, porque eu sou homem. Eu posso ser anti-machista, mas eu não conseguiria nunca ser feminista, porque todos os dias eu aprendo. Eu erro nos termos, nas decisões que tomo... E pouco a pouco fui tendo pequenas libertações daquela educação machista que muitos de nós temos.

Achas que as tuas filhas passam também essas dificuldades? São educadas numa família que defende a igualdade de género. Ainda assim, elas sentem essa dificuldade, por serem meninas?
Sem dúvida. A minha filha se interessa por programação, engenharia de dados, e desenvolvimento de sistemas. Foi fazer um curso e só tinha meninos. Ela se interessa por robótica, foi fazer um curso e só tinha meninos. Ela gosta de alguns esportes e nesses esportes só tem meninos. E eles estão num período de construção de género. "Todos os meninos usam azul, todas as meninas usam rosa. Se você está de rosa, você não é menino o suficiente. Se você não é bruto, você não é menino o suficiente." Consequentemente, esses meninos são brutos com as minhas filhas. Em ambientes em que eles poderiam estar brincando de forma harmoniosa.

Na primeira entrevista que eu te fiz, há cerca de dois anos, tu falaste numa coisa curiosa: a questão dos brinquedos. E deste um exemplo curioso, que é o das bonecas: não há bonecas a dizer "papá". Há muitas bonecas a dizer "mamã", mas não há bonecas a dizer "papá". A coisa começa muito antes e implica mudar muito antes.
Não tem trocador [de fraldas] em banheiro masculino - os trocadores de fralda em ambientes familiares têm sempre na placa uma mulher trocando fralda, ou seja, é a mulher que cuida dos filhos. Não tem boneca falando "papai", só "mamãe". Então, o tempo todo as minhas filhas são empurradas para cuidarem de crianças, para serem sensíveis, comportadas, quietas, arrumadas, bonitas, magras, discretas, cuidando da família. E os meninos são trainados para serem aventureiros e conquistadores e realizadores - e, infelizmente, pegadores.

Pegadores?
Namoradores. Desde muitos pequeno nos dizem: "Chegou o garanhão. Chegou o garoto que vai ser o terror das meninas. Esse vai namorar muitas meninas." Você poderia ter o foco numa pessoa, e respeitá-la, amá-la, valorizá-la e você acaba pensando que a qualquer momento você pode, quem sabe, encontrar uma outra mulher no caminho e ter um relacionamento extra-conjugal. E isso é um gasto de energia, é gasto de foco, é um desrespeito com o seu relacionamento e com as suas filhas. Isso é rotineiro para o homem. Eu me lembro que foi uma libertação quando eu disse "não, não preciso mais disso. Não vou mais ser o homem que sempre acha que pode ser que aconteça um relacionamento extra-conjugal".

Uma das razões que faz as pessoas reverem-se nas tuas histórias é o facto de falares na primeira pessoa, da tua vida. Tu falas muito do teu pai. Tu cresceste sem pai. Como é que isso ajudou a criar a tua própria figura paternal?
Tudo o que vivemos - a escola em que a gente estudou, a forma como os nossos pais nos trataram, os acontecimentos que traumatizaram a nossa visão do mundo ou criaram as nossas neuroses na infância - influencia a forma como a gente vai vivendo o futuro. E aí há uma decisão, que todo o mundo pode tomar: "a vida foi muito dura comigo e eu vou ser uma pessoa dura com os outros"; ou "a vida foi muito dura comigo, aprendi, quero ser uma luz, quero ser uma pessoa que seja amor para os outros". E em algum momento da minha vida eu decidi quebrar o ciclo da dureza e do abandono. Quando as minhas filhas chegaram, aquilo foi muito feliz e libertador...

Veja aqui Marcos Piangers a descrever o momento em que conheceu o pai, ao fim de 34 anos:

Pai é quem educa?
Pai é quem está presente. Muitos pais biológicos não são pais. Muitos pais biológicos não abandonam, estão dentro de casa, mas não são pais! Pagam as contas, aparecem de vez em quando, impõem alguns limites... Mas ser pai é participar, é estar presente, é conversar, é conhecer o filho, é saber das coisas do filho e entender os sinais que o filho passa. Eu não tenho mágoa do meu pai biológico. Eu respeito ele, como respeito todas as pessoas, mas ele é um estranho.

Não tens curiosidade de falar com o teu pai?
Não. O interesse que tenho por ele é igual ao interesse que tenho por qualquer outra pessoa.

Não tens nada atravessado para dizer?
Não. Nada. Ou obviamente diria...

... fizeste mal? Abandonaste a minha mãe? Eu senti a tua falta?
Acho que sim. Acho que sim.

E se o dissesses, era libertador para ti? Ou não precisas de o fazer?
Acho que não. Porque não estaria a dizer só para ele. Eu estaria dizendo para todos os pais que abandonam. Essa história não é sobre ele. Essa história é sobre todos os outros homens. Essa história é sobre nós. Sobre os nossos erros. Essa história é sobre como nós podemos ser melhores. E transformar toda essa história num homem seria reduzir o poder que nós temos de nos transformar. De dizer a todo o homem que abandona: "eu gostaria que você não tivesse abandonado e, mais do que isso, você pode decidir hoje ser presente". Porque a chance era grande de um filho abandonado se envolver em caminhos errados na vida, como crime ou droga.

Então, é possível que muitos pais, ao ouvirem-te, não façam isso...
Todos os dias recebo mensagens de pais que dizem: "Eu não era um bom pai, eu tinha abandonado, eu não era participativo. E mudei por sua causa, por causa desse vídeo, mudei por causa desse livro." Todos os dias eu acho que o pai biológico que eu não tive se torna um pai participativo e potencialmente transforma o Brasil e o Mundo.

[Paulo Farinha e Marcos Piangers conhecem-se há vários anos e são amigos, daí o tratamento informal, por "tu", nesta entrevista. Na transcrição foi mantido o português do Brasil nas respostas do entrevistado.]

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