Menos chumbos em todos os anos: Governo promete estudar o que se passou

2014/2015 registou menos reprovações. Nuno Crato recorda exames nacionais, mas atual executivo promete estudar para garantir que dados "positivos" não se devem a "medidas artificiais".

As taxas de reprovação tiveram uma descida generalizada no ano letivo de 2014/2015. Os números agora divulgados pelo Ministério da Educação apontam mesmo para mínimos históricos em vários anos de diferentes ciclos de estudos.


Na reação, o anterior ministro, Nuno Crato, sublinhou, à TSF, a importância das mudanças implementadas nas escolas pelo antigo governo PSD/CDS e sobretudo dos efeitos da "exigência introduzida pelos exames".

João Costa confirma que todos os anos melhoraram em 2014/2015

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Pelo contrário, o atual executivo destaca algumas mudanças metodológicas na recolha dos dados que podem influenciar as estatísticas. Também em declarações à TSF, o Secretário de Estado da Educação começa por admitir, no entanto, que os resultados agora conhecidos são muito positivos.

O governo recorda, contudo, que nos últimos anos existiram algumas mudanças na organização dos estudos depois do 1º ciclo que podem ter influenciado as estatísticas. Ou seja, é preciso garantir que se podem comparar os diferentes anos, com João Costa a recordar os cursos profissionalizantes e outros percursos escolares que não obrigam a fazer exames.

O Secretário de Estado da Educação diz que o atual governo não trabalha para as estatísticas: as taxas de reprovação podem ter descido, mas os alunos não terem, de facto, aprendido. Razões que levam o executivo a prometer avaliar o que se passou.

O ministério defende que é preciso desagregar os dados e comparar o que é comparável

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