Ministério vai contratar mais mil funcionários para as escolas

A notícia foi avançada pela secretária de Estado Adjunta e da Educação em direto no Fórum TSF. Funcionários mantêm greve de março. Sindicato diz que número de novas contratações "é curto".

A secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, anunciou em direto no Fórum TSF que o ministério da Educação vai contratar mais mil funcionários para as escolas portuguesas.

"Nós vamos já hoje autorizar - e isto está a ser trabalhado com as Finanças há algum tempo - a contratação de mil assistentes operacionais para as escolas portuguesas. Mais mil assistentes operacionais."

Alexandra Leitão sublinha que estes funcionários não terão vínculos precários com os estabelecimentos de ensino, mas sim um contrato de trabalho por tempo indeterminado.

"Sublinho que são assistentes operacionais a contratar a tempo indeterminado. Não estamos a falar nem de tarefeiros nem de contratos a tempo parcial. Estamos a falar de pessoas que entrarão nos quadros da Função Pública em contrato por tempo indeterminado."

Esta medida do ministério da Educação e do ministério das Finanças surge na sequência das queixas apresentadas por várias escolas que não têm funcionários suficientes para as necessidades dos estabelecimentos.

Filinto Lima, da Associação de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, saúda a iniciativa, mas sublinha que esses funcionários devem entrar em funções o mais rapidamente possível.

"Estes mil funcionários são bastante importantes, mas é importante também que a sua chegada se processe a um ritmo de cruzeiro, rápido. Não estou a vê-los a chegar só em setembro do próximo ano letivo. O problema é de agora não é daqui por meio ano. O que eu peço é que este processo concursal seja, de facto, rapidamente realizado, porque esses funcionários serão muito bem-vindos às nossas instituições de ensino."

Apesar do anúncio da secretária de Estado Adjunta e da Educação, a Federação dos Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais mantém a greve marcada para março.

Artur Sequeira, do sindicato, considera o número insuficiente para os problemas que as escolas têm.

"A única coisa boa é que estes trabalhadores vão ser contratados por tempo indeterminado. Não desvalorizo os mais mil (funcionários), mas (o número) é curto, é pouco", remata.

(Notícia atualizada às 15h02)

LEIA MAIS:

- A escola onde alunos e professores tratam da limpeza e o diretor faz de porteiro

- Diretores desafiam ministro das Finanças a passar uma hora numa escola

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de