Sindicato vai processar ministros das Finanças e do Ensino Superior

O Sindicato Nacional do Ensino Superior vai processar os ministros das Finanças e do Ensino Superior por incumprimento da norma que obriga à publicação anual do valor para aumentos salariais.

"Nós vamos avançar com uma ação judicial contra o ministro das Finanças e o ministro do Ensino Superior por incumprimento da lei. Os estatutos da carreira docente preveem que o ministro das Finanças e o ministro do Ensino Superior façam um despacho conjunto a dizer qual a verba disponível para os aumentos", disse o presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup), Gonçalo Leite Velho.

A ação judicial é anunciada esta quarta-feira também no Parlamento, onde o sindicato será ouvido pela comissão de Educação e Ciência a propósito das progressões na carreira docente do ensino superior e daquilo que consideram ser a falta de clareza nos critérios de progressão, que estão a levar a situações díspares, por vezes dentro de uma mesma instituição, com diferenças entre faculdades de uma mesma universidade, ou entre escolas de um mesmo politécnico.

Em causa está o facto de, em algumas instituições, ter sido possível aplicar o sistema de pontos que permite progressões quando acumulados 10 pontos - e que é o critério usado na generalidade da administração pública - e noutras, a maioria, apenas tenha sido possível progredir mediante a obtenção em seis anos consecutivos da menção qualitativa 'Excelente', bastando um ano de interrupção com uma nota inferior, (mesmo que seja 'Muito Bom'), para inviabilizar qualquer avanço na carreira.

O sindicato quer que o sistema de pontos possa ser aplicado a todos os professores do ensino superior, considerando que seria a solução mais justa para as disparidades que existem atualmente.

O presidente do SNESup entende que esse despacho conjunto, que o sindicato diz estar em falta nos últimos dois anos, ajudaria também a resolver a questão das progressões, podendo ser ele próprio um instrumento de clarificação.

A ação judicial está ainda a ser preparada e deverá ser entregue nos tribunais "em breve", adiantou Gonçalo Velho.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de