Juncker critica "disparate dos egoísmos nacionais"

Na cerimónia que assinala os 30 anos do Programa Erasmus, o presidente da Comissão Europeia afirmou que os estudantes de Erasmus são a melhor resposta ao "narcisismo isolacionista".

O presidente da Comissão Europeia aproveitou a cerimónia de aniversário do programa Erasmus, no Parlamento Europeu, para criticar os "os egoísmos nacionais" e isolacionismo.

Jean-Claude Juncker considerou que os "nove milhões" de estudantes que participara no programa são a melhor resposta ao "disparate" dos que pretendem isolar-se da União Europeia.

O programa Erasmus é o símbolo de "uma Europa portadora de grandes promessas, uma Europa confiante, unida, decididamente virada para o futuro", considerou Junker, dirigindo um apelo aos eurodeputados, para que apõem o investimento europeu no "talento" dos jovens.

"Conto convosco para que o orçamento europeu esteja direcionado para o talento da nossa juventude", disse o presidente da Comissão durante a cerimónia, sendo aplaudido da esquerda à direita, pelos parlamentares de Estrasburgo.

Nesta cerimónia, o presidente do Parlamento considerou que o programa Erasmus representa uma "revolução cultural" na Europa. António Tajani, destacou a importância do programa iniciado em 1987.

"Trinta anos depois, a mobilidade europeu tornou-se a norma e a geração Erasmus é o símbolo de uma verdadeira revolução cultural", afirmou.

A cerimónia no Parlamento Europeu contou com presença de vários estudante de Erasmus, que na vida profissional assumiram papeis de destaque.

"Temos aqui o presidente de uma empresa de sucesso, um campeão do mundo de natação paraolímpica, um grande chefe e, até mesmo, o ministro da Educação de Portugal", anunciou o presidente da instituição.

O ministro, Tiago Brandão Rodrigues considerou que os 30 anos do programa Erasmus são uma "coincidência feliz" com a história de Portugal na Europa.

"[É uma] Coincidência entre um dos mais felizes capítulos da história recente portuguesa e um dos mais felizes programas da identidade europeia", disse o ministro.

Já sobre os 10 meses que passou em Madrid, como estudante de Erasmus, resumiu com ironia, dizendo que "o que acontece no Erasmus, fica no Erasmus".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de