Mais de mil milhões de euros já foram gastos nos contratos de associação

A acusação é feita por Mário Nogueira, o dirigente da Fenprof, que fez as contas ao que o Estado já gastou com os contratos de associação com colégios privados nos últimos quinze anos.

Mário Nogueira faz as contas ao que o Estado já gastou

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O dirigente da Fenprof (Federação Nacional de Professores), em conferência de imprensa esta terça-feira, avançou com as contas ao total dos últimos 15 anos que o Estado gastou com os contratos de associação.

Mário Nogueira afirma que "não estamos a falar de trocos, de cêntimos, ou de milhares, estamos a falar de muitos milhões". Só este ano, diz Mário Nogueira, o total é de 150 milhões.

O ministério da Educação está a analisar os contratos de 79 escolas privadas que recebem do Estado mais de 80 mil euros por ano, por cada turma.

Os contratos de associação foram pensados como uma solução temporária para dar resposta a zonas do país que ainda não tinham concluída a rede de estabelecimentos públicos de ensino.

O dirigente da Fenprof admite recorrer aos tribunais

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Mário Nogueira sobre os insultos da direita

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A decisão de rever esses contratos foi contestada pelo PSD e pelo CDS-PP. Pedro Passos Coelho, o líder social-democrata, acusou o ministro da Educação de estar ao serviço de interesses.

Depois destas declarações, Mário Nogueira, afirma que há limites para os insultos e admite recorrer aos tribunais se os limites forem ultrapassados.

Mário Nogueira garante ainda que nunca fez qualquer proposta ao ministro da Educação sobre os contratos de associação com colégios privados.

Fenprof prepara petição em defesa da escola pública

A Fenprof está a reunir apoios de personalidades dos vários quadrantes da sociedade portuguesa, da política às artes, para lançar uma petição que rejeite o duplo financiamento da educação.

O lançamento oficial da iniciativa será feito na segunda-feira em todas as capitais de distrito - onde haverá bancas de recolha de assinaturas - para envolver a população na defesa da escola pública.

A petição - a entregar ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ao primeiro-ministro, António Costa, e ao ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues -- visa igualmente "rejeitar as acusações que põem em causa a qualidade da escola pública".

Com o documento, a Fenprof tenciona ainda exigir as mesmas condições para os professores do ensino público e privado, nomeadamente ao nível dos horários de trabalho.

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