Mais investimento e fim dos exames nacionais. Por que razão estão os estudantes nas ruas?

Em Lisboa, os alunos de cerca de uma dezena de escolas secundárias vão encontrar-se no Marquês de Pombal e rumar de seguida até à residência oficial do primeiro-ministro, onde querem entregar um documento reivindicativo.

Os estudantes voltaram a sair à rua. Desta vez, alunos de vários pontos do país manifestam-se por um maior investimento no ensino básico e secundário.

Em Lisboa, os alunos de cerca de uma dezena de escolas secundárias vão encontrar-se no Marquês de Pombal e rumar de seguida até à residência oficial do primeiro-ministro, onde querem entregar um documento reivindicativo. Reclamam mais investimento na escola pública e o fim dos exames nacionais.

Participam na manifestação, por exemplo, os alunos das escolas Luís de Camões e António Arroio que nos últimos meses têm promovido vários protestos para reclamar obras de requalificação dos edifícios

Simão Bento, presidente da Associação de Estudantes do Liceu Camões explica o que move estes alunos.

"Nós hoje manifestamo-nos para combater as grandes injustiças em que o nosso sistema de ensino hoje está assente, nomeadamente na falta de investimento no ensino secundário e básico, que se materializa depois na falta de obras nas escolas, nos poucos funcionários que as escolas têm e que não conseguem garantir serviços necessários ao funcionamento da escola."

O jovem defende ainda uma valorização dos alunos do ensino profissional "que têm estágios não remunerados, têm um regime de faltas extremamente rigoroso em que, se faltarem, podem ser obrigados a repetir as aulas e a repor essas horas durante as férias da Páscoa, do verão, do natal".

Os estudantes que participam no protesto reclamam também o fim dos exames nacionais.

"Consideramos que é, ainda hoje, um mecanismo de agravamento das desigualdades. É mais do que necessário a escola ter um papel que sempre devia ter tido, que é o papel de construção do indivíduo, de ajuda, de cooperação e não de competitividade, de completo desajuste àquilo que são as capacidades de cada um."

As razões deste protesto que termina ao final da manhã na residência oficial do primeiro-ministro.

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