O primeiro dia na Ramalho Ortigão

Cerca de 300 alunos do 7.º e 8.º anos da Escola Alexandre Herculano, que na passada quinta-feira foi encerrada por chover nas salas de aula, foram transferidos para a EB 2/3 Ramalho Ortigão.

As aulas começaram às 8h30 esta quarta-feira. Nervosismo, alguma ansiedade, mas confiantes - sentimentos dominantes neste que é como que o primeiro dia de aulas. Doze turmas dos 7º e 8º anos foram obrigados a deixar a Secundária Alexandre Herculano. Os encarregados de educação aceitaram a mudança para a Escola Ramalho Ortigão.

A jornalista Rute Fonseca visita a Escola Ramalho Ortigão

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"Não estamos com medo, estudei aqui e não há problema, as instalações são muito melhores do que na Alexandre Herculano. O medo em relação aos alunos mais velhos, na outra escola também o havia", disse um encarregado de educação. "As instalações são diferentes, o meu outro filho estudou aqui e eu conheço. Mas a tendência é sempre a Alexandre Herculano", explicou outro encarregado.

O diretor do agrupamento de escolas Alexandre Herculano, Manuel Lima, garante que a Ramalho Ortigão está preparada, apesar de passar de 50 para mais de 300 alunos. "A mancha horária manteve-se, o corpo docente é o mesmo, deslocámos alguns dos funcionários que costumam estar mais próximos destes alunos. O que muda é o espaço. Esta escola era uma antiga sede de um agrupamento, já estava preparada para no próximo ano letivo receber alunos do 5º e do 6º anos e reunia as condições para receber estes alunos".

Ainda não há uma data para o arranque das aulas na Secundária Alexandre Herculano. Há uma semana a escola fechou porque chovia nas salas. Na sexta-feira a secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, visitou o espaço e anunciou "obras urgentes". A governante também referiu que só a autarquia tem acesso aos seis milhões de euros inscritos nos fundos do programa 2020 que podem servir para as obras de requalificação da Escola Alexandre Herculano.

Terça-feira, em reunião do executivo, o presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou ter alertado o governo há quase um ano para o facto de não ter assinado compromissos sobre a reabilitação da Alexandre Herculano, no âmbito de fundos do Portugal 2020, e criticou o facto de não ser feita qualquer manutenção no edifício há anos.

Cerca de 600 estudantes permanecem na Alexandre Herculano, mas em salas onde não chove e que reúnem todas as condições indispensáveis para que as aulas decorram com normalidade.

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