BE: Obras nas escolas devem ser estruturais e não apenas de "cosmética"

A coordenadora Bloco de Esquerda afirmou hoje que o plano de requalificação das escolas deve ser tornado público e incluir todas as que precisam de intervenção.

Catarina Martins, acompanhada pela deputada bloquista Joana Mortágua, visitou hoje a Escola Secundária Ferreira Dias, no Cacém, concelho de Sintra, onde teve a oportunidade de ver os problemas estruturais com que aquela instituição se debate, uma vez que chove dentro das salas e há espaços que estão interditos, uma vez que há risco para os alunos.

"O que nós queremos agora é que no próximo inverno isto não se repita e para isso é necessário que o plano de investimento nas escolas seja conhecido e que inclua as escolas que precisam de obras, que tenha os montantes suficientes para fazer as obras estruturais que as escolas precisam e não apenas obras de cosmética, que depois não respondem à pressão do inverno com a chuva e finalmente que sejam planificadas já", defendeu.

De acordo com a edição de hoje do Diário de Notícias, o Governo tem 320 milhões de euros para recuperar escolas do ensino básico, secundário e pré-escolar, um financiamento em grande parte europeu e cujas obras, previstas em 500 escolas, têm que ser feitas até 2020.

A coordenadora do BE admite que esta "é uma resposta que vem muito tarde" e que "o investimento já devia ter sido feito há mais tempo". "Apresentamos projetos de resolução, perguntas, requerimentos, fizemos debates no parlamento antes do verão para evitar que este ano letivo fosse assim e aqui estamos com mais um inverno com chuva dentro das escolas", lamentou.

Catarina Martins alertou para a necessidade de se perceber "se o plano inclui todas as escolas que precisam de estar incluídas". "Em segundo lugar, que o investimento previsto para as escolas seja um investimento que resolva os problemas e não que adie problemas como tem acontecido até agora por as verbas serem curtas demais para as necessidades que existem", avisou ainda.

A líder bloquista defendeu que "se comece já a planificar as obras de forma a elas poderem começar mal o tempo o permita e se possa planificar o próximo ano letivo nas melhores condições porque obras que são grandes nas escolas naturalmente depois também têm impacto". "E nós não queremos, no próximo inverno, estar outra vez a falar disto como já estivemos a falar no passado. Queremos sim estar a falar de soluções", sublinhou.

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