Os "melhores professores do mundo" exigem mais. Protesto reúne milhares em Lisboa

Professores manifestam-se este sábado em Lisboa pela recuperação de nove anos, quatro meses e dois dias de trabalho.

Milhares de professores concentram-se este sábado em Lisboa, numa manifestação nacional para reivindicar a contagem integral do tempo de serviço congelado - nove anos, quatro meses e dois dias.

"Dizem que somos os melhores professores do mundo, mas não nos dão as melhores condições de trabalho", lamenta Maria da Cruz Castelo Branco, professora no Fundão há 18 anos.

Fazendo-se acompanhar de um Marcelo Rebelo de Sousa de cartão, em tamanho real, diz que o verdadeiro presidente da República se esqueceu dos professores.

O protesto organizado pelas dez estruturas sindicais partiu do Marquês de Pombal pelas 15h00, desce a Avenida da Liberdade, passando pelos Restauradores e pelo Rossio, seguindo pela Rua da Prata até ao Terreiro do Paço.

Para a manifestação os sindicatos levam os resultados dos inquéritos colocados aos professores nos plenários das últimas semanas, e dos quais saíram dados como cerca de 96% dos docentes mantêm a exigência de ver todo o tempo de serviço contado e cerca de 88% não estão dispostos a um faseamento dessa recuperação que ultrapasse o prazo adotado na região autónoma da Madeira, ou seja, 2025.

Mostraram-se ainda dispostos a nova manifestação nacional a 5 de outubro, dia Mundial do Professor que este ano coincide com a véspera das eleições legislativas.

Os professores deverão também marcar presença na Assembleia da República a 16 de abril, data da apreciação parlamentar anunciada já por BE, PCP e PSD ao decreto do Governo que apenas recupera dois anos, nove meses e 18 dias, uma solução unilateral do executivo com base em argumentos de sustentabilidade financeira e tomada depois de falhadas as negociações com os sindicatos.

Do resultado dessa apreciação parlamentar ficam pendentes novas ações de protesto no 3.º período escolar e período de exames e avaliações: convocação de nova manifestação; greves de um dia em diversas semanas; greve coincidente com o período de avaliações a partir de 6 de junho; greves coincidentes com dias de exame e provas finais; greves por regiões ao longo de diversas semanas podem avançar se os partidos não se entenderem numa solução que vá ao encontro das reivindicações dos professores, podendo mesmo a luta estender-se ao arranque do próximo ano letivo.

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