Em tempos difíceis, está provado: as mulheres são o sexo forte

O estudo que o confirma foi realizado pela Universidade de Duke, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos e olhou para registos dos últimos 250 anos.

Os cientistas olharam para períodos de fome, doenças e outras privações para confirmar aquilo que muitas mulheres já sabiam: os homens é que são o sexo fraco.

Os registos consultados e utilizados nesta investigação mostram que em plantações onde havia trabalho escravo, nos Estados Unidos, as mulheres resistiam durante mais tempo às agruras. Na Islândia também, durante várias epidemias de sarampo, e em vários países em períodos de fome, ao longo de três séculos, o mesmo foi registado.

Nestas alturas, e embora a mortalidade fosse alta tanta nos homens e nas mulheres, elas continuaram a viver mais tempo que eles. Nalguns casos apenas alguns meses, mas noutros até quatro anos.

O estudo foi publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" e debruçou-se sobre sete grupos em que a esperança de vida a dada altura da história foi abaixo dos vinte anos.

Há já muitos anos que se percebeu que as mulheres têm uma esperança de vida superior à dos homens Em Portugal, por exemplo, de acordo com a Pordata a das mulheres passa os 84 anos, enquanto a esperança de vida dos homens se fixa nos 78.

A chefe da equipa de investigadores da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, avança como hipótese mais provável para elas sobreviveram durante mais tempo: fatores biológicos como os genes e as hormonas, isto porque os dados permitem mesmo concluir que "as meninas recém-nascidas são mais resistentes que os rapazes".

Por exemplo, as raparigas nascidas durante a grande fome de 1933 na Ucrânia tinham uma esperança de vida de quase onze anos, enquanto os rapazes não chegavam aos oito.

Antes disso no século XIX, quando os filhos dos escravos que se tornaram livres nos EUA foram para a Libéria, a taxa de mortalidade era enorme: 43% morriam um ano depois da chegada ao continente africano. A esperança de vida nos meninos era de 1,6 anos, mas mesmo assim as meninas sobreviviam mais tempo: dois anos e dois meses de vida.

A investigadora Zarulli mostra espanto ao perceber que a "vantagem das mulheres é muito evidente e consistente em todas as populações". O facto de terem um duplo cromossoma X, que pode compensar em caso de mutação genética, é apontado como uma das explicações para o resultado. A hormona estrogéneo será outra.

Enquanto a testosterona dos homens aumenta o risco de certas condições fatais, além de ser um veículo para comportamentos destemidos e potencialmente perigosos, o estrogénio protegem os vasos sanguíneos e ajuda a defender contra uma série de doenças.

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