Empresa que gere Kamov ataca Ministro da Administração Interna

Everjets acusa Ministro de fazer confusões e tentar desviar as intenções de erro da Proteção Civil.

A Everjets acusa o Ministro da Administração Interna de colocar em causa o bom nome e reputação da empresa. Em causa as declarações de Eduardo Cabrita que esta quarta-feira afirmou no Parlamento que a empresa responsável pela manutenção dos Kamov está notificada para pagar multas de 4 milhões de euros por incumprimento do contrato com o Estado em 2017 e já nos primeiros meses de 2018.

Em comunicado enviado à TSF a Everjets contesta e diz que nunca recebeu notificação de valores tão elevados.

A empresa admite que o ministro esteja a fazer alguma "confusão" ou tenha recebido informação errada, garantindo que nunca foi notificada dos recorrentes incumprimentos do contrato apontados por Eduardo Cabrita.

A Everjets acusa ainda o governo de com estas declarações estar a tentar "desviar as atenções" daquilo que diz ter sido um erro grave, ou seja, o encerramento do hangar de Ponte de Sôr onde os Kamov estavam a ser reparados para combaterem os fogos de 2018 o que deverá por em causa a operacionalidade desses meios aéreos no verão.

Na semana passada a Autoridade Nacional de Proteção Civil tinha confirmado à TSF que, desde o início da vigência do contrato, a empresa Everjets já teve os Kamov parados, sem razão justificável, durante 224 horas - o que significaria multas por quebra de contrato na ordem de 380 mil euros.

A maioria dessas paragens foram em 2016: 159 horas e 259 mil euros de multas. Em 2017, as paragens foram menores: 65 horas que arriscam custar à empresa 122 mil euros.
A Everjets garante que, entretanto, já foi notificada por falhas em janeiro de 2018 que lhe custariam 344 mil euros, sendo que agora o ministro aponta para um valor total de multas a rondar os 4 milhões de euros.

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