Estatutos da RTP não foram respeitados, dizem 6 membros do Conselho de Opinião

Em causa o chumbo ao nome do jornalista João Paulo Guerra para Provedor do Ouvinte. Membros do Conselho de Opinião dizem que antes da votação secreta ninguém se manifestou contra.

Seis membros do Conselho de Opinião da RTP dizem que não foram respeitados os estatutos da empresa pública no chumbo do nome do jornalista João Paulo Guerra para provedor do ouvinte.

O chumbo, por voto secreto, aconteceu na sexta-feira e tem levantado polémica. Agora, num comunicado, estes seis membros que votaram a favor ameaçam queixar-se ao Parlamento.

O texto é assinado por Fernando Correia, Diana Andringa, José Rebelo e Maria Emília Brederode Santos, todos eleitos pela Assembleia da República, mas também por Deolinda Machado da CGTP e Rui Romano, representante dos trabalhadores.

Os membros do conselho de opinião garantem que é impossível perceber o que levou a este chumbo do futuro Provedor do Ouvinte da RTP (o segundo depois de também já ter sido recusado o nome de Joaquim Vieira).

Sobre João Paulo Guerra os seis dizem ser um nome de "reconhecido mérito profissional, credibilidade e integridade pessoal", que preenche todos os requisitos para provedor do ouvinte da empresa pública.

Os seis membros do Conselho de Opinião dizem que estiveram nas audições a João Paulo Guerra e nunca nenhum membro apresentou um argumento contra, pelo contrário só se ouviram elogios. Razão que os leva a dizerem que foi com surpresa que viram a votação acabar com um chumbo, pelo que não conseguem explicar a decisão da maioria do Conselho de Opinião.

Uma falta de fundamento que leva os seis membros a dizerem que não estão a ser cumpridos os estatutos da RTP, nomeadamente o artigo 34º, e a reservarem-se ao direito de o fazer chegar à Assembleia da República.

A TSF também falou com o presidente do Conselho de Opinião da RTP, Coelho da Silva, que recusou comentar a polémica e a posição dos outros seis membros.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de