Exemplo do Gerês vai ser seguido noutras zonas

Mais cinco áreas de paisagem protegida vão ter prevenção de incêndios florestais ativa.

No ano de todos os fogos o Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG) teve uma baixa taxa de incidência de área ardida. Apenas 1% do território do PNPG sofreu incêndios contra a taxa de 8% do ano passado. Estes são os dados que levam o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, a classificar como um sucesso o Projeto-Piloto do PNPG.

Matos Fernandes adianta que com um ano no terreno as dez equipas de guardas das natureza para fazerem prevenção estrutural obtiveram "resultados muito diferentes daquilo que aconteceu no resto do país".

Os dados do Instituto da Conservação da Natureza e da Florestas (ICNF) mostram que em 2016 arderam 5698ha no PNPG contra os 919ha ardidos este ano. Isto deve-se a "uma maior capacidade de prevenção, uma maior presença no terreno e capacidade de resposta no rescaldo, até porque o número de incêndios aumentou" mas nunca atingiram grandes dimensões, confessa Matos Fernandes.

O ministro do ambiente quer dar mais força a este Projeto-Piloto do PNPG e por isso assina este sábado contratos com cinco autarquias para 19 iniciativas no valor de 4,6 milhões de euros.

Por outro lado, face ao sucesso do que se passou na Peneda Gerês este modelo vai ser alargado a mais áreas de paisagem protegida.

O Parque Natural do Douro Internacional e o Monumento Natural das Portas de Ródão vão receber projetos de restauro da floresta. Enquanto nos Parques Naturais do Tejo Internacional e de Montesinho e na Reserva Natural da Serra da Malcata se vai fazer prevenção.

Este investimento na prevenção dos fogos em cinco áreas protegidas tem um orçamento de 4 milhões de euros que chega do Fundo Ambiental.

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