Fabrióleo quer que Governo investigue descargas ilegais na Ribeira da Boa Água

A empresa de produção de óleos vegetais quer acabar com as acusações não justificadas de que diz ser alvo. O Ministério do Ambiente garante que já há investigações, que não se limitam à Fabrióleo.

Num comunicado publicado esta sexta-feira nos jornais, a Fabrióleo, empresa de produção de óleos vegetais, apela "ao Governo, à Agência Portuguesa do Ambiente e às demais entidades competentes" que investiguem quem polui os recursos hídricos da Ribeira da Boa Água, em Torres Novas.

Os dirigentes da empresa dizem que têm sido "objetivamente prejudicados nos processos de licenciamento e acusados publicamente como prevaricadores, sem que essa acusação seja confirmada pelas inúmeras investigações de que são alvo".

Em resposta ao comunicado publicado pela Fabrióleo, o Ministério do Ambiente garante que têm sido realizadas várias ações de inspeção, com colheitas e análises para averiguar a qualidade da água, que incidem sobre várias empresas.

No caso concreto da Fabrióleo, o ministério explica que têm sido abertos vários processos a esta empresa, que "tem um historial de descargas ilegais na Ribeira da Boa Água". Irregularidades detetadas por diferentes entidades de inspeção e de fiscalização, que levaram a que fossem levantados vários processos de contraordenação à empresa.

À TSF, Pedro Gameiro, membro do conselho de Administração da Fabrióleo, garante que só foram levantados três processos, um deles relativo à construção de uma nova ETAR biológica, e rejeita a responsabilidade pelas descargas poluentes na Ribeira da Boa Água.

O responsável do Fabrióleo diz que a qualidade da água não pode ser imputada à empresa.

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Confrontado com a reação do ministério do Ambiente, Pedro Gameiro diz que a empresa só quer "investigações verdadeiras" e insiste assim na inocência da empresa.

Pedro Gameiro pede uma investigação rigorosa.

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O responsável da empresa diz ainda à TSF que a Fabrióleo tem sido prejudicada nos processos de licenciamento, nomeadamente no caso da construção da nova ETAR biológica prevista desde 2011. Pedro Gameiro considera que a autarquia está refém da opinião pública.

O responsável fala sobre as pressões da opinião pública que têm influenciado a autarquia de Torres Novas.

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A Câmara Municipal de Torres Novas rejeita as acusações da Fabrióleo. Em declarações à TSF, o presidente Pedro Ferreira explica que a empresa não cumpriu os parâmetros necessários para a atribuição do licenciamento.

Pedro Ferreira garante que a Câmara não se rege pela opinião pública.

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O autarca reconhece ainda que as autoridades têm fiscalizado a Ribeira da Boa Água, mas diz que são precisas inspeções mais regulares para travar uma situação que diz ser inaceitável.

O autarca considera que a situação de Ribeira da Boa Água é inaceitável.

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