Foi a gota de água. Câmara do Seixal diz que situação com Transtejo é "insustentável"

A invasão de um barco da Transtejo por utentes insatisfeitos - o que obrigou à intervenção policial -, foi apenas o mais recente episódio de uma longa história. E paciência da autarquia chegou ao fim: querem que o governo cumpra o que prometeu.

A situação não é nova e tem sido recorrente ao longo dos últimos sete anos, afetando os utentes da Transtejo sempre que uma das viagens fluviais é suprimida.

Mas, na manhã desta terça-feira, a supressão de mais um barco foi a gota de água para os usuais passageiros do transporte que se revoltaram. O caos criado pela invasão a um barco levou mesmo à intervenção da Polícia Marítima .

Segundo a Câmara Municipal do Seixal, a situação "poderia e deveria ter sido evitada", pois considera não ser aceitável "que continuem a ser diariamente suprimidas carreiras, prejudicando as populações".

A empresa de transporte viu-se obrigada a desviar um barco que fazia outro trajeto para resolver o problema desta manhã, e minimizar os atrasos. Mas a autarquia exige agora ao Governo que cumpra as promessas e "resolva com urgência os problemas nas ligações fluviais" entre o Seixal e Lisboa.

"Esta é uma situação insustentável e que apesar das sucessivas promessas por parte do governo, pouco ou nada mudou no transporte fluvial. As pessoas que utilizam os barcos da Transtejo não podem continuar a ser prejudicadas desta forma", referiu o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos.

Por isso, a autarquia pede ao Governo mais carreiras, mais investimento nas frotas e ainda a criação de novos trajetos a ligar os concelhos ribeirinhos do Seixal, Almada, Barreira e Montijo, à capital.

O autarca lembrou ainda que, apesar das várias reuniões e reivindicações das comissões de utentes e da autarquia, "até ao momento nada foi feito" - mesmo depois do Ministério do Ambiente ter anunciado, em 2017, um investimento de 10 milhões de euros para a manutenção da frota de navios da Transtejo e Soflusa.

"O transporte fluvial assume um papel de extrema importância na mobilidade das populações, transportando cerca de 5 mil pessoas por dia para Lisboa", conclui a Câmara.

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