Função Pública: Acumular boas avaliações pode deixar de ser garantia de promoção

Se a vontade do governo avançar mesmo, para subir na hierarquia do Estado vão também ser precisos prémios e promoções. Avançar na carreira deixa, assim, de ser automático.

O governo quer limitar as promoções na Função Pública. A medida está a ser preparada para 2018, avança o jornal Público, com o objetivo de travar a despesa.

A jornalista Guilhermina Sousa explica a ideia do governo

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O jornal escreve que o governo está a preparar uma reestruturação das carreiras na administração pública, que pode acabar com as progressões automáticas dos trabalhadores do Estado. O executivo quer que a medida entre em vigor com o Orçamento do Estado de 2018. Até lá, deve negociar com os sindicatos e os partidos de esquerda.

Uma fonte do governo explica ao Público que a a aposta tem de passar por prémios e promoções, em vez de progressões automáticas. O responsável governamental citado pelo Público fala numa nova lógica, uma nova gestão de recursos humanos, tendo em conta o impacto orçamental. O jornal explica que a necessidade de controlar a despesa do Estado com salários não vai desaparecer tão cedo.

Até agora, o governo repôs os vencimentos de 2009, que não podem disparar, algo que aconteceria se a progressão na carreira se mantivesse automática. O Público escreve ainda que a revisão dos critérios já tem em conta a integração dos precários, ou seja, integrá-los e descongelar as carreiras, mantendo os quadros como estão, levaria a um rombo imediato nas despesas com o pessoal.

Por outro lado, a fonte do jornal admite que vai ser difícil porque as carreiras já estão congeladas há muito tempo, reconhecendo também que há prejuízos irreversíveis para quem tem mais de 50 anos. Para essas pessoas, já não há tempo para chegar ao topo.

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