Imagens chocantes no tabaco. Autoridades de saúde também querem aumentar preço

Nesta sexta-feira arrancam uma série de medidas para combater o fumo. Mas a Direção-Geral de Saúde admite que o país continua com uma lei branda e podia ter ido muito mais longe.

Os maços de tabaco que chegam ao mercado passam a partir de hoje a ter imagens chocantes. Esta é uma de várias medidas previstas numa norma europeia que já foi implementada em vários países, mas que só agora, na data limite, é implementada em Portugal.

A diretora do Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo explica que as mudanças são positivas, mas para as autoridades de saúde deviam ir mais longe. Emília Nunes fala nomeadamente do aumento dos preços que devia ser maior do que tem acontecido.

Emília Nunes recorda que aumentar os preços não depende das autoridades de saúde, mas seria a medida mais eficaz

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Do lado das medidas que entram esta sexta-feira em vigor, a responsável da Direção-Geral de Saúde destaca as imagens chocantes em todos os maços de tabaco que sejam fabricados a partir de agora.

Emília Nunes admite, contudo, que a norma europeia previa que os países podiam também acabar com as marcas nos maços, normalizando-os para evitar uma certa atração junto dos jovens.

Vários países já o fizeram, mas em Portugal o parlamento optou por não o fazer, apesar da opinião contrária da Direção-Geral de Saúde, a favor de quem tem lucro com o tabaco.

Emília Nunes diz que as mudanças são importantes, mas deviam ter ido mais longe para melhor combater o tabaco em Portugal

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A responsável da DGS admite que Portugal optou por aplicar a diretiva europeia de forma mais branda do que noutros países europeus.

A responsável da Direção-Geral de Saúde diz que a saúde pública vai vencendo, mas lentamente

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O presidente da Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo partilha das mesmas criticas. Emanuel Esteves diz que além da questão dos maços descaracterizados, que não avançou apesar de terem pressionado o parlamento, a lei portuguesa continua a ser branda.

A Confederação Portuguesa para a Prevenção do Tabagismo diz que os maços deviam ser todos iguais, independentemente da marca

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Emanuel Esteves diz que Portugal está muito atrasado na prevenção do tabagismo na comparação com vários países europeus e também defende o aumento dos preços do tabaco.

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