Alguém deixa de fumar por causa das imagens "chocantes"?

A TSF ouviu fumadores e ex-fumadores, no Porto. Há muitas dúvidas sobre a eficácia das imagens chocantes nos maços de tabaco.

Carina Silvério é perentória sobre as imagens que a partir desta sexta-feira poderão surgir nos maços de tabaco; "A mim não me choca. Não vou deixar de fumar por causa disso".

António Lousada diz que se a força das imagens influenciasse as decisões individuais o mundo seria muito diferente; "Há imagens mais chocantes de pessoas que morrem na guerra e a guerra não acabou".

Este ex-fumador defende que derrotar o vício depende de uma decisão individual e dá o seu exemplo: "Um dia deu-me um clique e disse que tinha de deixar de fumar porque andava à rasca da garganta. O médico disse que a garganta parecia uma chouriça fumada e eu naquele momento senti que tinha de deixar de fumar, até hoje nunca mais fumei".

Joaquim Ferreira falou com fumadores

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Carina Silvério admite um dia abandonar o vício mas para isso não conta com a ajuda de imagens, nem equaciona recorrer à linha de cessação tabágica. "Vai ser por minha iniciativa. Tenho força mental suficiente. Não preciso de linha de apoio".

Para Ricardo santos, um fumador, as imagens chocantes não terão qualquer influência. De resto, acrescenta, já todos "estão fartos de ver essas imagens".

Mais eficaz no combate ao tabagismo, defende Jorge Melo, que nunca fumou, será apostar na prevenção. Seria melhor começar na escola a avisar para os malefícios porque apostar em medidas chocantes "não é o caminho mais indicado".

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