O Presidente da República iria estar no Funchal entre terça e quarta-feira, para as comemorações dos 180 anos da Escola Secundária Jaime Moniz, mas cancelou esta viagem.
Para já, a única coisa que Marcelo mantém na agenda é o encontro com a Presidente da Suíça, na próxima quinta-feira.
Ao que a TSF apurou, neste momento, em Belém, a expectativa é a de que o Governo declare luto nacional. Enquanto isso não acontece, Marcelo Rebelo de Sousa está já a preparar um périplo pelos concelhos afetados pelos incêndios. O presidente deve fazer-se à estrada na próxima sexta-feira, sábado e domingo.
Recorde-se que numa primeira reação, aos incêndios deste domingo, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que "se analise" o que aconteceu este ano em Portugal no que diz respeito aos incêndios, num dia em que continuam a lavrar fogos em várias zonas do país.
"Espero que se analise aquilo que foi todo este ano e todo este verão, que começou muito cedo, antes do verão, e que acabou muito tarde, depois do verão. Que se analise, para além dos fatores estruturais, o que pode ter explicado esta realidade para a qual muitos de nós não temos ainda uma resposta imediata", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à SIC Notícias.
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Para Marcelo Rebelo de Sousa, "não é possível dizer que as conclusões de Pedrógão não tenham servido para agora, porque essas conclusões no essencial estiveram prontas e entregues no dia 12" e a "tragédia" de domingo "acontece muito menos de uma semana depois".
O Presidente da República referia-se ao relatório de análise à "catástrofe do incêndio florestal de Pedrógão Grande", que aconteceu em junho e que provocou 64 mortos, elaborado pelo Centro de Estudos e Intervenção em Proteção Civil (CEIPC) e "sobre o qual haverá naturalmente uma reflexão imediata".
"Mas tudo o que aconteceu depois disso, e agora nesta situação particularmente anormal, merecerá ser analisado", disse.
Pelo menos três pessoas morreram no domingo, duas no concelho de Penacova e uma no concelho da Sertã, na sequência dos incêndios que lavram em várias zonas do país.
Domingo foi, segundo a adjunta de operações nacional da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), Patrícia Gaspar, "o pior dia do ano em matéria de incêndios", tendo sido ultrapassados os 300 fogos florestais.
"Foi um dia trágico, e noite", lamentou Marcelo Rebelo de Sousa, referindo esperar "que a partir de amanhã isso deixe de acontecer".
Para o chefe de Estado, tratou-se de "um dia trágico pela multiplicação de fogos, por todo o centro e norte, mas mesmo fora do centro e norte, inclusive no litoral", que "obrigou a um esforço enorme das populações".
Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de "saudar e agradecer" o trabalho de todos os que estão envolvidos no combate aos fogos, garantindo que esteve "durante o dia em contacto com autarcas".
O Presidente da República referiu que a sua presença "não foi física, porque seria uma dispersão no continente e não quereria com essa presença vir a criar eventualmente alguma dificuldade no combate ao fogo, tal foi esse o entendimento da comissão técnica independente".
Marcelo Rebelo de Sousa aproveitou para "manifestar palavra muito especial aos familiares das vítimas mortais", acrescentando que "havendo que ter uma presença física nos próximos dias" dará "prioridade a essas situações".