Independência e liberdade

É com independência e liberdade que a mercearia Comida Independente faz o seu caminho no centro de Lisboa. O cozinheiro transmontano Luís Portugal promete chegar à capital e bem a norte uma casa de sempre: Caneiro.

A Comida Independente abriu há um ano com o propósito de tornar mais visível e os produtos de quem habitualmente não costuma estar presente nas grandes superfícies. Rita Santos, com formação em gestão largou as multinacionais para onde trabalhou anos e dedica-se agora a encontrar as produções que se preocupam com o ambiente, sustentabilidade e autenticidade.

A mercearia "fina" tem como lema: "Grandes Produtos, Pequenos Produtores" e, entre outras opções, há vinhos, queijo, charcutaria, pão, conservas, azeites, chocolates, café, bacalhau, carne e frescos biológicos. A ideia, refere Rita, é "procurar no país inteiro o melhor da nossa gastronomia e selecionar com critério de sabor e naturalidade".

Rita Santos nasceu em Lisboa, mas passou a sua infância em Santiago do Cacém numa família "onde se comia muito bem". O curso de Gestão na Católica acabou por a levar a grandes empresas onde teve oportunidade de viajar, mas foi na Comida Independente que encontrou uma forma de vida. Hoje tem cerca de 150 produtores e gere 90 pontos de contacto.

Luís Portugal em Lisboa

A grande novidade é que Luís Portugal vai abrir um restaurante em Lisboa, mas para já tudo está ainda "no forno" e o local e pormenores ainda estão com o cozinheiro bragançano. Luís tem há quatro anos a Tasca do Zé Tuga em Bragança no interior das muralhas do castelo. Começou pela banca, mas cedo descobriu que não era o seu caminho.

Foi finalista do Masterchef português e ganhou a edição especial de Natal com uma sobremesa à base de azeite, de resto, "a única gordura" que entra na sua casa. Além do restaurante, criou uma empresa de produtos regionais numa antiga escola primária, na aldeia da Pardinha Nova. Entre outros pratos, Luís Portugal serve trufa de butelo com casulas com maionese de cebola rocha, éclair de alheira, chocolate com flor de sal e pimenta rosa, robalo com gambas e batata da serra e bacalhau confitado com crosta de alcaparras.

Batatas da Escola

António Esteves abriu o seu restaurante há 36 anos, depois de ter estado em Angola e, quando regressou, dois anos em Matosinhos. O reencontro com o antigo patrão levou-o a Arco de Baúlhe onde casou e abriu o restaurante.

O Caneiro fica na estrada nacional para Chaves e são sobretudo clientes de fora, como Fafe, Guimarães, Porto, Braga, Guimarães e Vila Real, que passam para saborear os petiscos se saem da cozinha de Rosa Branco, mulher de António. O genro Ricardo Dias está na sala e nos vinhos, depois de ter tirado um curso de escansão, é o responsável pelas escolhas das referências e pelo vinho da casa que seleciona de acordo com as suas preferências.

Na ementa, o ex-líbris é o polvo no forno, onde também figura um dos pratos tradicionais da região recuperado por António Esteves: as batatas da escola. O nome vem do farnel que antigamente os alunos e os trabalhadores levavam de casa para comerem durante o dia.

Augusto Freitas de Sousa (boavida@tsf.pt)

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