2019 deverá ser o ano das minas de Moncorvo

Dois anos depois de ter sido assinado, pelo governo e pela empresa interessada, o contrato de exploração das minas de ferro de Moncorvo, tudo indica que os trabalhos possam arrancar, de vez, no início de 2019.

O processo iniciado há mais de 10 anos pela empresa MTI - ferro de Moncorvo parece ter ultrapassado todas as formalidades legais para que as jazidas de ferro, ali existentes, vejam a luz do dia. O que parece ainda não estar definitivamente acertada é a forma de transporte até ao Porto de Leixões.

Há três soluções em estudo. A rodoviária, com camiões a levar o minério pelo IP2, IC5 e A 4 até ao Porto de Leixões, a ferroviária desde o Pocinho até Leixões e a fluvial, pelo rio Douro, também desde o Pocinho até Leixões, aquela com a qual o presidente da Câmara de Moncorvo está mais de acordo.

"Através de seis barcaças que iriam substituir a ferrovia e a própria rodovia. Nesta fase inicial espera-se que o minério saia através de uma forma rodoviária. A minha opinião é a de que não seria a melhor solução. Continuo a defender que a melhor solução é a fluvial para o porto de Leixões."

Nuno Gonçalves e o seu executivo tinham, até há bem pouco tempo, uma expectativa em relação ao investimento, por parte do governo, na linha do Douro para possível escoamento do ferro, mas saiu gorada... No entanto o presidente de Moncorvo sugere outra possibilidade.

"Parece que o governo não o quer fazer, não está isso no plano nacional de investimentos e irá investir na linha da Beira Alta. Logo, a proposta que fazemos é que se faça um estudo e a elaboração de um projeto para uma ferrovia do Pocinho até Vila Franca da naves e assim ficaríamos com uma via transfronteiriça."

O presidente tem presente que mais do que nunca a exploração das minas de Moncorvo têm uma viabilidade bem real com a necessidade europeia mas também com o aproveitamento nacional. " A europa é deficitária em concentrado de ferro e Portugal, a intervir na orla marítima, escusa de importar e tem matéria-prima para poder executar esse ornamento da orla marítima que seria o ferro de Moncorvo".

Nuno Gonçalves acrescenta que para que os trabalhos comecem apenas falta a aprovação do Relatório de Conformidade Ambiental (RECAP) que é da competência da Agência Portuguesa do Ambiente e que deverá ser assinado ainda durante o mês de Dezembro.

É por isso que que já vê os trabalhos começarem no início do próximo ano num projeto que diz, "deveria ser desígnio nacional e de estudo numa região do interior com fortes necessidades de emprego e a ficar sem gente".

Contactado pela TSF, António Frazão, presidente da MTI - Ferro de Moncorvo, mostrou-se convicto de que no início de 2019 os trabalhos começarão. Sem gravar, elogiou a sensibilidade do governo com os processos burocráticos, salientando que as maiores incertezas que tem neste momento prendem-se com a forma como será transportado o minério.

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