Eternizados. Inaugurado memorial com 2.510 nomes de resistentes antifascistas

António Costa, Jerónimo de Sousa e Catarina Matins estiveram presentes e reforçaram a importância de reconhecer o papel dos que construíram "os alicerces do nosso edifício democrático".

O primeiro-ministro inaugurou hoje, na Fortaleza de Peniche, um memorial com os 2.510 nomes dos resistentes antifascistas que ali estiveram presos, numa homenagem a que se juntaram os líderes do PCP e do Bloco de Esquerda.

"Este memorial ficará aqui como testemunho e sinal do nosso reconhecimento por todos os que construíram, com sangue, suor e lágrimas, os fundamentos e os alicerces do nosso edifício democrático", disse António Costa.

Para Costa, os resistentes antifascistas e os 'Capitães de Abril' "tornaram o sonho" pela liberdade numa realidade e o seu "heroísmo" inspira para outros combates.

"Ao inaugurarmos este memorial e o que ele representa, são os valores, os princípios, as causas e os ideais da liberdade e do 25 de Abril que queremos tornar presentes, renovando-os e atualizando-os", sublinhou o primeiro-ministro.

"Num mundo cheio de perigos e de ameaças, e numa Europa que tantas vezes arrisca negar-se a si mesma, precisamos, mais do que nunca, de afirmar, fomentar, partilhar, divulgar e disseminar - pedagogicamente, civicamente, militantemente -- os grandes princípios e ideais da democracia", acrescentou.

Neste sentido, pretende que o futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, para o qual estão a ser feitas obras na Fortaleza de Peniche, seja "uma escola aberta e dinâmica de cidadania e de futuro", convidando as novas gerações a ir conhecer a sua história.

À homenagem juntaram-se o antigo Presidente da República Jorge Sampaio, os ministros da Educação, Saúde, Presidência e Cultura, os líderes do PCP, Jerónimo de Sousa, e do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e alguns deputados, entre algumas centenas de pessoas.

Em declarações aos jornalistas, Jerónimo de Sousa defendeu que "um museu nacional é importante para as jovens gerações num tempo em que novas sombras se levantam noutras partes do mundo, para não se perder a memória e não se cair outra vez" na ditadura, "em que era proibido o direito de falar.

"Hoje é um dia feliz por ser um dia a que se faz justiça a quem lutou tanto, em que se homenageia as pessoas às quais devemos a nossa liberdade e em que se projeta o futuro, porque o Museu da Resistência e da Liberdade projeta a memória, o conhecimento para o futuro e espero que possa ser muito vivido por toda a gente e muito especialmente pelas gerações mais novas", afirmou aos jornalistas Catarina Martins.

O primeiro-ministro, acompanhados pelos dois líderes políticos e outros ministros, inaugurou ainda a exposição "Por teu livre pensamento", uma amostra do que vai ser o futuro Museu Nacional da Resistência e da Liberdade que aí vai surgir.

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