Greve

A partir da meia-noite, não saem mais comboios. "Bloqueio" das negociações origina greve

Paralisação abarca a CP, a Infraestruturas de Portugal e a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário.

Começa, na madrugada desta sexta-feira, uma greve convocada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), que reúne os trabalhadores da CP, Infraestruturas de Portugal (IP) e da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF), que deve afetar a circulação de comboios durante todo o dia, com os efeitos a sentirem-se a partir das 00h de sexta-feira.

Em declarações à TSF, o dirigente da FECTRANS José Manuel Oliveira, sublinha que a partir dessa mesma hora os comboios já não devem sair, mas as composições que já tenham iniciado viagens "têm que chegar ao destino".

José Manuel Oliveira revela que na origem desta paralisação está um bloqueio das negociações que é "comum" às administrações das três empresas. "Refugiam-se na falta de orientações do Governo", diz o dirigente sindical, para explicar a "conjugação das greves", assegurando que o ponto comum a todas as empresas é a oposição a este mesmo bloqueio.

Confrontado com as declarações do ministro das Infraestruturas, que disse esta quarta-feira não compreender a greve porque estão a meio de um processo negocial, José Manuel Oliveira sublinha que há uma divergência de conceitos.

"São três empresas que estão neste pré-aviso de greve, todas elas com acordos firmados no início do ano, que pressupõem a continuação da negociação. É verdade que as situações são diferentes em cada uma das empresas, mas por exemplo na CP, que conseguiu negociar um novo acordo de empresa e de regulamento de carreiras para entrar em vigor no dia 1 de outubro, as negociações nem sequer começaram. Se o meio é isto, então ainda temos muito caminho para percorrer", explicou à TSF o dirigente da FECTRANS.

Esta greve tem uma duração prevista de 24 horas.

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