água

A prova de águas em que falhámos em quase tudo

Na verdade não fomos. Foi a prova de águas que veio ter connosco. Manuel Antunes da Silva, o primeiro português sommelier de águas naturais esteve na TSF a contar o seu percurso e a provar água.

Manuel Antunes da Silva percebe do assunto como poucos já foi a Alemanha tirar um curso que lhe permite avaliar através da degustação não só a qualidade da água, não só algumas particularidades do seu gosto, mas também um pouco da sua composição química.

É uma actidade tão fora do vulgar que quando conta o que faz aos seus amigos, eles não se deixam de mostrar espantados. E no entanto, aquilo que faz, ainda não é aquilo que um sommelier pode fazer. "Faz falta uma cultura de água em Portugal", diz Manuel Antunes da Silva. Se essa cultura existisse, então poderia trabalhar em bons restaurantes a construir uma carta de águas à semelhança do que se faz com o vinho.

E em restaurantes para carteiras ainda mais robustas, poderia colaborar com o chef e o somellier de vinhos para sugerir águas que vão bem com determinados pratos.

Mas não. Por enquanto, este engenheiro hidrográfico, o que este somelier vai fazendo é pedagogia: provar e dar a provar águas. Isto, para além da sua profissão no Super Bock Group, onde é o responsável por preciosis nectares como Pedras, Vitalis, Melgaço, Caramulo e Vidago.

E como vão as águas portuguesas em termos de qualidade? O especialista não tem dúvidas. Em Portugal, as nascentes estão colocadas longe da ação do homem e isso é desde logo sinal que por cá, bebe-se bem.

Águas minerais, ou de nascente, gasocarbónicas ou sem gás, o sommelier Manuel Antunes da Silva é craque em todas elas e de uma forma muito genérica deixa uma recomendação: em pratos mais pesados, a melhor escolha tende a ser uma água mais robusta, de preferência uma gasocarbónica; já com um peixinho grelhado, vai melhor uma sem gás, mais leve.

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