"A religiosidade popular é o melhor meio para garantir o futuro da fé"

O tríduo pascal começa esta quinta-feira. O padre Sobrinho Alves explica à TSF a importância deste período para os católicos.

O chamado Tríduo Pascal na Igreja Católica começa esta quinta-feira. São os três dias mais intensos e mais importantes da liturgia cristã. Celebra-se a paixão, morte e ressurreição de Cristo. É sobre este período pascal que a arte sacra mais incide as suas representações e objetos de culto.

"Estes três dias da Semana Santa são os três dias fulcrais da vida de Jesus Cristo enquanto esteve neste mundo", refere o padre Sobrinho Alves, assistente do secretariado das comunicações da diocese de Bragança.

É sobre este pequeno período temporal mas muito intenso, que a arte sacra mais representação tem "porque a paixão de Cristo foi muito focada através dos tempos e a cruz deve ser vista como um ato de amor porque Jesus decidiu entregar-se à morte para obedecer à vontade do Pai. O Cristo crucificado é um ato redentor", acrescenta.

Outro "quadro" que sai deste tempo litúrgico da igreja católica é a bem conhecida "Pietá", em que a mãe de Jesus o segura, morto no colo, depois de descido da cruz, bem imortalizado por Miguel Ângelo e muitos outros artistas nas mais diversas formas. "O quadro é, sem dúvida alguma, algo que "fere" a nossa sensibilidade, o abraço de ternura da mãe que vê o filho morto. Acho que não há drama maior".

Outro "símbolo" que fica é a coroa de espinhos, recentemente salva do fogo da Catedral francesa Notre Dame, em Paris, que se diz ser a que esteve na cabeça de Cristo aquando da subida para o Calvário. "Crê-se que é a coroa de Cristo que está aí como se crê que o Santo Sudário está em Turim. A fé do povo e a memória do povo em relação a estas coisas deve ser respeitada", salienta o padre Sobrinho Alves.

"Todas as representações tiveram uma importância grande, ao longo da história, por causa da fé, porque entram os sentidos todos. O povo de Deus, na sua simplicidade, foi crescendo na fé através das suas imagens. O primeiro conhecimento que a pessoa tem é um conhecimento sensitivo" acrescenta o padre.

"O papa, neste momento, diz que devemos ter muita atenção à religiosidade popular porque houve muito tempo em que se pensou que isso não levava a nada. Não! É exatamente o contrário. A religiosidade popular é o melhor meio para garantir o futuro da fé", concretiza o sacerdote.

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