Advogado de vítimas de Pedrógão acredita ter provas contra o presidente da Câmara

Ricardo Sá Fernandes explica que os seus clientes não aceitavam que o autarca não tivesse sido constituído arguido.

O advogado de duas das vítimas mortais dos incêndios de Pedrógão Grande acredita ter provas de que o autarca do concelho, Valdemar Alves, tinha de facto responsabilidades na Proteção Civil e na limpeza de terrenos da câmara.

Por insistência de familiares de duas das vítimas, o autarca tornou-se esta segunda-feira no décimo terceiro arguido do processo que investiga os incêndios de 2017, onde morreram 64 pessoas. Até aqui, só o vice-presidente de Pedrógão Grande tinha sido constituído arguido, algo que o advogado Ricardo Sá Fernandes defende que poderia parecer insuficiente.

"A posição dos assistentes que eu represento acompanha a acusação do Ministério Público. Aceitam os termos em que a acusação do MP foi feita, com a exceção desse ponto: a acusação dirige-se apenas a um vereador e a um funcionário da câmara de Pedrógão Grande e nós entendemos que a acusação se deveria também dirigir ao presidente. O que levou os meus clientes a agir, neste caso, foi não terem aceitado que o presidente da câmara de Pedrógão tivesse sido discriminado - no sentido favorável a ele - em relação aos funcionários da câmara e também relativamente aos outros presidentes da câmara da região. Foram todos acusados, só este é que não foi", explicou à TSF Ricardo Sá Fernandes.

Até ao momento, o DIAP de Leiria já consitui 13 arguidos na sequência da investigação da morte das vítimas dos incêndios. Apesar das tentativas da TSF, Valdemar Alves não esteve contactável durante toda esta segunda-feira.

Leia mais:

- Autarca de Pedrógão Grande constituído arguido no processo dos incêndios de 2017

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