Ambiente

Antártida está a derreter cada vez mais depressa. "Impactos podem ser muito grandes"

Investigador da Universidade de Coimbra explica a gravidade da situação.

A Antártida está a derreter cada vez mais depressa. O ritmo do degelo triplicou desde 2012 e estão a desaparecer no mar 200 mil milhões de toneladas de gelo, todos os anos.

Um estudo que vai ser publicado esta quinta-feira na Revista Nature revela que se não forem tomadas medidas rapidamente, dentro de 10 anos grande parte dos efeitos que a ciência traça para 2070 já não poderão ser evitados.

José Xavier, investigador e professor da Universidade de Coimbra, alerta para a possibilidade de, "no pior cenário", estar em causa "30 centímetros até 2070". "Atualmente estamos a falar de pouco, um milímetro. Os impactos podem ser a vir muito grandes, principalmente em países que tenham linhas costeiras como Portugal.

Se seguirmos neste percurso estamos a ver níveis de 10 metros a nível das águas do mar a aumentarem nestes próximos dois, três milénios", explica em declarações à TSF.

Comparativamente, o especialista fala da Gronelândia. "A grande diferença da Antártida para o Ártico é que se a Gronelândia toda derretesse estamos a falar de um aumento do nível das águas do mar ao nível dos cinco metros, e na Antártida de 60 metros", refere.

Desde a subida do nível do mar ao aumento das temperaturas do ar, a janela temporal para impedir as consequências é já muito estreita, um dos avisos no estudo da revista Nature publicado esta quinta feira.

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