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Arqueólogos portugueses regressam ao Egito "ainda este ano"

A diretora do primeiro projeto de arqueologia portuguesa no Egito revela à TSF que está a preparar nova missão para 2018/2019.

O primeiro projeto arqueológico realizado por uma equipa portuguesa no Egito durou dez anos, entre 2000 e 2010. Foi coordenado pela historiadora e egiptóloga Maria Helena Trindade Lopes e foi interrompido devido à Primavera Árabe e à situação económica de Portugal, durante o período da troika.

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Na altura, a falta de financiamento público obrigou a professora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa a fazer "um empréstimo pessoal, para suportar algumas temporadas arqueológicas".

Depois de Marcelo Rebelo de Sousa ter dito, esta sexta-feira, que Portugal é um dos poucos países que não faz trabalho arqueológico no Egito, o que, na opinião do presidente "tem de mudar", Maria Helena Trindade Lopes revelou à TSF que está a preparar o regresso. "Em 2018/2019, Portugal terá certamente uma concessão arqueológica no Egito", disse a egiptóloga.

Neste momento decorre a fase de prospeção dos locais, de seguida será feita a apresentação do projeto às autoridades egípcias e, "no final de 2018", poderão ser iniciadas as escavações.

Reagindo à Associação dos Arqueólogos Portugueses, que pede prioridade ao financiamento de trabalhos arqueológicos em Portugal, Maria Helena Trindade Lopes diz compreender essa posição, mas defende que estar no Egito "é uma questão de prestígio para qualquer país" e "é da maior relevância científica, em termos de História e conservação de um património que é da humanidade".

Quanto a financiamento para o projeto, a investigadora espera conseguir apoio estatal e de mecenas. "Não me apetecia muito estar novamente a meter dinheiro do meu bolso", concluiu.