Sociedade

BE exige menos burocracia no SEF para legalização de imigrantes

O Bloco de Esquerda quer que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras aplique a nova lei da nacionalidade sem criar obstáculos à legalização. Catarina Martins ouviu esta manhã várias denúncias.

A coordenadora do Bloco de Esquerda visitou esta segunda-feira a Associação Solidariedade Imigrante, em Lisboa, que presta apoio a imigrantes ilegais em Portugal, considerando que não legalizar estas pessoas representa um "ataque aos direitos de todos" e uma "lei da selva" a nível laboral.

A associação luta há mais de 15 anos pelo respeito dos direitos de quem escolheu Portugal para viver e trabalhar, juntando mais de 30 mil sócios de aproximadamente 100 nacionalidades diferentes.

Antes da nova lei da imigração, "quem não tinha contrato de trabalho, não podia estar legalizado, e quem não estava legalizado, não podia ter contrato", um problema à partida sem resolução, mas agora a promessa de um contrato de trabalho permite a legalização dos cidadãos.

De todo o modo, a líder bloquista alerta para o "pesadelo" burocrático que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) implementou após a entrada em vigor da lei.

"É urgente que o SEF funcione e dê a estas pessoas o seu direito a verem a sua situação legalizada. Se verá se o SEF se está a comportar à altura da sua situação, que é de cumprir a lei", declarou Catarina Martins. E insistiu: "Não queremos trabalhadores ilegais, queremos que todos tenham os seus papéis, todos estão a pagar, a contribuir, não podem ser tratados desta forma".

Catarina Martins esteve acompanhada na visita desta manhã pelos deputados José Manuel Pureza e Isabel Pires e pelo vereador do Bloco na autarquia da capital, Ricardo Robles.