ricardo araújo pereira

Bolsonaro demonstra uma certa "compulsão" por pornografia semelhante à de "alguns padres"

A semana de Carnaval não correu muito bem a Jair Bolsonaro, que se tornou alvo de críticas oriundas de todos os quadrantes ao publicar um vídeo considerado obsceno na rede social Twitter.

O Presidente do Brasil acompanhou a publicação do vídeo polémico com a seguinte legenda: "Não me sinto confortável em mostrar, mas temos que expor a verdade para a população ter conhecimento e sempre tomar suas prioridades. É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro".

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As imagens, que mostravam um homem a colocar o dedo no próprio ânus e a urinar sobre outro, causaram choque e revolta, tanto da parte de opositores como de apoiantes. O jurista Miguel Reale Jr, ex-ministro da Justiça do Brasil e um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff classificou a divulgação do vídeo como conduta incompatível com o cargo, configurando " crime de responsabilidade e matéria para impeachment ".

Ricardo Araújo Pereira acha que, no fundo, Jair Bolsonaro demonstra ter uma compulsão semelhante "àquela que se vê em alguns padres, que vão à procura de pornografia para dizer "Ai que nojo! Ai, que abominação! Deixa ver mais um pouco! Ui! É pior ainda!", e acha curioso que Jair Bolsonaro, que fez campanha com a promessa do "regresso aos bons velhos tempos e ao decoro" ache normal que as comunicações do Presidente incluam imagens pornográficas.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir , sempre, em tsf.pt.

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