Carreiras dos professores: PSD acusa o PS de ter "a raposa no próprio galinheiro"

David Justino acredita que a proposta do PSD para a carreira dos professores é uma proposta ponderada que não implica os valores apontados por Carlos César.

O vice-presidente do PSD, David Justino, e o presidente do PS, Carlos César, não estão de acordo no que diz respeito ao impacto orçamental da proposta do PSD para a carreira dos professores. Carlos César defende que a proposta dos sociais-democratas implica uma despesa superior à do Governo em mais de 800 milhões. David Justino desmente e diz que esse valor só seria atingido se as propostas do PCP e do Bloco de Esquerda fossem aprovadas.

No programa da TSF "Almoços Grátis", Carlos César defendeu que se a proposta do PSD for aprovada "o custo sobe para 835 milhões de euros para os professores e mais 205 milhões de euros para as outras carreiras especiais que têm de ser também atualizadas, ou seja, a despesa total passa de 240 milhões - que é o que está previsto com o Governo - para perto de 1100 milhões."

O presidente do PS acrescentou que "além disso, o descongelamento das carreiras, como se sabe, custará creio que 564 milhões a partir de 2023", isto é, "são montantes sem freio que tornam insustentável o processo que temos feito com contas públicas certas".

David Justino não aceitou o argumento de Carlos César e sublinhou que "a proposta do PSD não implica o valor que ele invocou quanto ao impacto financeiro do reconhecimento do tempo de serviço dos professores."

O vice-presidente do PSD lembrou que esses valores só se verificariam "caso fossem aprovadas as propostas do PCP e do Bloco de Esquerda que são os dois aliados do Governo sobre isso".

"O que você [Carlos César], no fundo, colocou é que o mau da fita é o PSD. Vocês têm a raposa no vosso galinheiro", rematou David Justino.

*Com Anselmo Crespo

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