Porto

Empresa de segurança 2045 abre averiguação interna sobre agressão a jovem

Empresa vai averiguar agressão que terá envolvido um dos seus funcionários.

A empresa de segurança privada 2045 revelou esta quarta-feira ter iniciado um processo de averiguações interno relacionado com a agressão a uma jovem, alegadamente consumada por um seu funcionário, no Porto, durante a madrugada de 24 de junho.

A informação da 2045 foi fornecida à agência Lusa na sequência da acusação de agressão feita pela jovem Nicol Quinayas, de ascendência colombiana mas de nacionalidade portuguesa, enquanto "aguardava na fila para entrar num autocarro da STCP" no Porto.

Em comunicado, a 2045 confirmou a "ocorrência na STCP do Porto, na noite de São João, pelas 05:30/06:00", e confere que esta "foi comunicada à PSP, que esteve presente no local".

"O processo de averiguações interno está a decorrer", indica a empresa, não adiantando quando o concluirá.

Sem nunca mencionar a acusação de "motivações racistas" avançada pela agredida, a 2045 refere, no entanto, ter "cerca de 3.000 funcionários, entre vigilantes e colaboradores da estrutura", que incluem "elementos de várias etnias", assegurando não haver "qualquer tipo de descriminação de nacionalidade, religião, raça ou género".

A jovem residente no concelho de Gondomar, distrito do Porto, teve de ser assistida no Hospital Santo António.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a SOS Racismo exigiu às empresas envolvidas, "STCP e 2045, uma tomada de posição pública imediata", denunciando "as referidas práticas racistas e assumindo todas as medidas necessárias para punir o(s) responsável(eis)".

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