Escola Nacional de Bombeiros está a ser alvo de uma auditoria

Há suspeitas de má aplicação de fundos públicos e desvio de dinheiro nas contas de 2015, 2016 e 2017. Presidente da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários diz que a Liga dos Bombeiros gasta o dinheiro sem controlo.

A gestão financeira da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), em Sintra, e as contratações de quadros levadas a pelo presidente daquela entidade, José Ferreira, estão a ser alvo de uma auditoria.

Em causa estão as contas de 2015, 2016 e 2017, período em que a e Proteção Civil, que está a conduzir a investigação, diz ter encontrado um cenário "complexo".

Segundo o Jornal de Notícias , há suspeita de má aplicação de fundos públicos e potenciais desvios para fins não contratados no orçamento da instituição.

A ENB é propriedade da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Autoridade Nacional de Proteção Civil, sendo que cabe a esta última financiar a escola (cujo orçamento que ultrapassa os 19 milhões de euros) e pagar aos mais de 600 elementos da Força Especial de Bombeiros e a cerca de 300 operadores das centrais de socorro.

De acordo com a ANPC, a auditoria "financeira" e ao "funcionamento" da ENB terá partido de uma denúncia foi pedida pelo presidente da Proteção Civil, Mourato Nunes, em maio de 2018.

A investigação devia ter terminado em dezembro do ano passado, mas o processo está atrasado por terem sido encontrados "cenários inesperados" nas contas e se registarem "contratempos" nas declarações de parte dos cerca de 80 funcionários do quadro.

"Um caso de polícia"

O presidente da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários não fica surpreendido com a auditoria às contas da ENB. Rui Silva considera que a gestão não tem sido transparente e sublinha que a Autoridade Nacional de Proteção Civil financia a Escola e a Liga dos Bombeiros gasta o dinheiro sem controlo.

O presidente da Associação Portuguesa dos Bombeiros Voluntários diz que já em 2012 uma outra auditoria detetou irregularidades e levou o então ministro da administração interna, Manuel Macedo, a dizer que este era "um caso de polícia".

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