1 maio

António Saraiva: "perturbação social" não é forma de resolver problemas

O "patrão dos patrões" lamenta que, mesmo com uma maioria de esquerda, a CGTP continue a usar a greve e a "conflitualidade social" em nome da defesa dos trabalhadores.

No Fórum TSF, António Saraiva lamentou o anúncio de Arménio Carlos, de uma semana de luta entre 16 e 20 de maio, com greves, manifestações e concentrações.

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O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa lembra que há agora um parlamento "mais favorável a algumas das pretensões" da CGTP, mas, mesmo assim, a central sindical continua a ser "pela conflitualidade, pela greve, pela perturbação social que tenta resolver os seus problemas".

António Saraiva considera "demonstrado que é pelo diálogo social" que se resolvem todas as questões laborais, diálogo para o qual a CIP se reafirma disponível.

Carvalho da Silva: há muitos motivos para festejar o 1º de Maio

Também convidado do Fórum TSF, o antigo secretário-geral da CGTP alertou para o enfraquecimento das sociedades democráticas, considerando, por isso, que existem muitas razões para celebrar o Dia do Trabalhador.

O sociólogo e antigo sindicalista não concorda com Passos Coelho que disse, no sábado, não ver motivos para festejar, já que a economia nacional não está a recuperar ao ritmo que se esperava para este ano.

O presidente do PSD sublinha também que o desemprego não está a cair tanto quanto se previa, e a confiança dos consumidores também não está a aumentar visivelmente.

Carvalho da Silva admite que falta vitalidade e que é preciso deitar mãos ao trabalho para "destravar" a contratação coletiva, porque há ainda muito a fazer em matéria de direitos laborais.

Ferraz da Costa: faltam condições para melhorar vida dos trabalhadores

No Fórum TSF, Pedro Ferraz da Costa questionou o "que é que nós estamos dispostos a trocar no que fazemos atualmente" com o objetivo de garantir o crescimento da economia no futuro.

O homem que liderou a Confederação da Indústria Portuguesa no início dos anos 80 considera que Portugal está a passar por uma "fase muito delicada da recuperação da crise" e isso implica que "não vai ser possível puxar muito pelas condições" que as pessoas têm nas empresas.

Ferraz da Costa afirma que isso quer dizer que "não crescemos, nem temos aumento de produtividade" e a conjugação desses dois fatores "é que faz os salários do futuro".

Portugal "não tem nenhuma estratégia de desenvolvimento"; "ninguém faz ideia" do que vai ser economia portuguesa daqui por 10 ou 20 anos. Além disso, sublinha o presidente do Fórum para a Competitividade, "era muito importante ter a colaboração dos sindicatos, se eles quisessem colaborar".