Fotografia

Festa, exuberância e a força da mulher. A arte de casar em Moçambique

A exposição "Jardim de Namorados. A Arte de Casar em Moçambique", com fotografias de António Leitão-Marques é inaugurada esta quarta-feira em Lisboa.

Nos cinco anos em que viveu em Maputo, António Leitão-Marques testemunhou dezenas de casamentos. Deste trabalho resulta a exposição "Jardim de Namorados. A Arte de Casar em Moçambique", com 50 fotografias, patente na Galeria de exposições da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, Lisboa, até 6 de julho.

Em declarações à TSF, António Leitão-Marques destaca a "exuberância" de um ritual onde é costume ser fotografado no jardim ou na praia, geralmente no dia depois da cerimónia.

São também habituais casamentos de noivos com idade mais avançada do que o costume europeu, às vezes pagos pelos filhos. Seja qual for a idade as poses para a fotografia são as mesmas que esperaríamos num casal jovem, com o noivo a pegar na noiva ao colo (independentemente da idade ou peso) ou mesmo o contrário.

As mulheres também podem pegar nos noivos, o que é representativo da "força da mulher africana", considera António Leitão-Marques. A mulher "é a matriz da família" e tem um papel de grande destaque no dia do seu casamento.

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