Fim das smartshops quase acabou com novas drogas em Portugal

Vários consumidores podem nem se aperceber que estão a usar novas substâncias psicoativas, mas mesmo assim consumo é residual.

O fim, há cinco anos, das smartshops quase acabou com o consumo de novas substâncias psicoativas em Portugal, mas grande parte dos consumidores que restam não sabem bem aquilo que estão a consumir. As conclusões são do relatório final do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) do Ministério da Saúde sobre o uso destas novas drogas em Portugal.

O trabalho aponta para cerca de 23 mil portugueses que pelo menos uma vez na vida consumiram este novos tipos de drogas, o que corresponde a uma prevalência de 0,3% na população.

Além de poucos consumidores, estes consumos são também, por norma, esporádicos, com os dados a sugerirem que "os consumidores em contextos festivos serão provavelmente o grupo de maior dimensão em Portugal, o mais jovem e, provavelmente, aquele em que o consumo não intencional está mais presente", nomeadamente em festas de música eletrónica.

O relatório destaca que para vários peritos a maioria do consumo destas substâncias é não intencional, de pessoas que nem se apercebem bem do que estão a usar, numa suspeita que se sente em análises feitas em urgências hospitalares.

"A utilização de novas substâncias psicoativas por consumidores problemáticos em Portugal é diminuta, mesmo em comparação com os consumidores em ambiente festivo" ou de outras drogas ilícitas.

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