Gradiva: "Não somos censura"

Rodolfo Begonha, diretor adjunto da editora que vai publicar o livro de José António Saraiva, diz que existem fronteiras à invasão de privacidade mas não cabe à Gradiva defini-los.

A Gradiva tem pena que a maioria dos seus livros não gere um debate tão alargado como o de José António Saraiva, "Eu e os Políticos", mas recusa-se a alimentar a polémica. "Não publicamos livros para fomentar polémicas e, portanto, tudo o que seja ampliá-la não tem a participação da Gradiva", diz Rodolfo Begonha, diretor adjunto da editora, à TSF.

A Gradiva tem pena que os outros livros da editora não gerem este debate

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Sobre o facto de Passos Coelho ter recuado na intenção de apresentar o livro, a Gradiva não comenta, "pois foi convidado pelo autor".

A editora tem noção que a matéria do livro é sensível "e suscetível de discussão a vários níveis", mas vê com bons olhos a crítica "desde que se centre em conteúdos e não seja desvirtuada, como tem acontecido".

A editora diz ser a favor da discussão do conteúdo do livro

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Sobre José António Saraiva e a necessidade de publicar esta obra, a editora diz que o autor "tem uma vasta carreira na comunicação social, com cargos elevados, pesa aquilo que faz, é determinado". "Já no passado surgiram obras no mercado que não foram tão faladas, debatidas, e não suscitaram tanta polémica mas que já desvendavam aspetos desta natureza", adianta Rodolfo Begonha.

A boa relação da Gradiva com José António Saraiva

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"Somos a favor da liberdade de expressão e os limites podem ser discutidos"

A editora explica as razões para o lançamento do livro ter sido cancelado

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Questionada sobre se o livro se trata de invasão de propriedade, a editora diz que existem fronteiras passíveis de discussão. Ainda assim, Rodolfo Begonha frisa: "Não somos censura".

A Gradiva não teme o boicote à compra do livro

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O cancelamento da apresentação do livro, que estava marcada para dia 26, no Centro Comercial El Corte Inglés, foi uma decisão conjunta. A Gradiva explica que a decisão foi tomada pelo "ambiente, polémica e estilo de discussão que se verificou, o que esvaziou o objetivo do lançamento. Por outro lado, o objetivo claro nesta altura é não ampliar polémicas excessivas e desnecessárias".

A Gradiva não se mostra preocupada com as pessoas que dizem que não vão comprar o livro. "Quem diz que não vai comprar talvez não compre livros de todo. Os nossos leitores conhecem a Gradiva, a história, o catálogo e a nossa seriedade. É uma questão que nos faz rir".

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