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Há um ano, foi declarado monumento nacional. O Buçaco veio para ficar

O Buçaco esperou 75 anos pela classificação como Monumento Nacional. Depois de o ter conseguido, há um ano, a TSF voltou ao Buçaco para perceber quais são os sinais advindos deste selo positivo.

A classificação, atribuída em Conselho de Ministros, é referente ao edifício do Palácio Hotel do Buçaco e à mata envolvente, mas inclui também as capelas e ermidas, a Cruz Alta e o Convento de Santa Cruz.

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Este último está em obras de remodelação. Até já foram encontrados novos exemplos de património que estavam escondidos nas paredes antigas do convento com 400 anos.

A tempestade Leslie beliscou a mata que continua fechada, mas Rui Marqueiro, autarca da Mealhada e membro consultivo da Fundação Mata do Buçaco, refere que a situação foi utilizada para reforçar o património.

Em ferida estava, há uns bons anos, o convento de Santa Cruz, que está agora a ser intervencionado, e as obras têm surpreendido. Orçadas em 800 mil euros, as obras devem estar terminadas em meados do próximo ano.

Sendo Monumento Nacional, o Buçaco consegue agora candidatar-se a projetos de financiamento aos quais, até aqui, não era possível. "Há um conjunto de projetos em que andamos, com desespero, à procura de financiamento", esclarece o autarca. Rui Marqueiro tem vontade de, no futuro, fechar a mata com portagens automáticas, fazer um parque temático, e continuar o projeto de candidatura a Património Mundial da UNESCO.

Visitantes aumentam 25% no ano passado

O número de turistas tem vindo a crescer, desde que há contabilização. No ano de 2017, foram mais 25% de visitas, num total de 275 mil visitantes.

Outra das vertentes que o Buçaco pretende aproveitar, para além do turismo de natureza e religioso, é o turismo militar, uma vez que foi palco da Terceira Invasão Francesa, a 27 de setembro de 1810, quando as tropas de Napoleão perderam frente aos portugueses e ingleses, em aliança, comandados pelo general Wellington.

O selo de monumento nacional facilita o acesso a fundos para a reabilitação do património, mas a dinâmica da Fundação Mata do Buçaco (FMB), com atividades educativas e turísticas, também apoia na obtenção de financiamento para a gestão diária deste espaço de 105 hectares de património natural e edificado.

Para quem trabalha no Buçaco, ser monumento nacional é um orgulho. Sofia Ferreira é a responsável pelo setor educativo da Fundação Mata do Buçaco e toca na ferida. Embora muitos pensassem que era monumento nacional, isso não lhe permitia a obtenção de fundos necessários para a recuperação do património.

Filipe Teixeira, do setor do património da FMB, diz que só há um ano foi dado o devido valor nacional ao Buçaco. Ser monumento nacional é estar na mira de quem procura espaços de excelência, com património cultural, histórico e natural.

O Serviço Educativo da Fundação Mata do Buçaco realiza ainda sementeiras de plantas autóctones, com vista à reflorestação da mata, mas também das áreas ardidas da zona centro.

O Buçaco, monumento nacional, é uma espécie de viveiro de carvalhos para replantar as áreas ardidas do centro do país.

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