Depois da tragédia governo apresenta "soluções rápidas" de renascimento

O trabalho está feito e vai ser entregue aos sete autarcas da zona afetada pelos incêndios de Pedrógão Grande. O relatório feito em dez dias.

O Governo reúne-se esta segunda-feira, em Figueiró dos Vinhos, com os presidentes de câmara dos concelhos afetados pelos incêndios que, há duas semanas, destruíram milhares de hectares na zona Centro de Portugal, para apresentar medidas para reparação de danos.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, reúne-se com os autarcas de Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pampilhosa da Serra, Góis, Sertã e Penela.

De acordo com a tutela, na reunião "será apresentado o inventário dos danos causados pelos incêndios de junho nestes sete concelhos, assim como o Plano de Ação contemplando as medidas para a reparação desses danos".

Em comunicado, o Governo adianta que nestes incêndios, que provocaram 64 mortos, ficaram destruídas 169 casas de primeira habitação, 205 de segunda e 117 devolutas. Além disso, foram contabilizadas 48 empresas afetadas e 372 trabalhadores com empregos afetados.

Em declarações à TSF o secretário de estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson de Souza revela que cerca de 40 empresas precisam de ajuda rápida. "Existem empresas muito afetadas e com um nível de destruição muito grande onde é preciso encontrar forma de repor rapidamente a sua capacidade produtiva".

São necessárias "soluções para a reinstalação de equipamentos para que comecem a produzir o mais rápido possível", defende Nelson de Souza.

Para este "renascimento" são esperadas ajudas da União Europeia. Nelson de Souza afirma que "todos temos a pressa de dar respostas" também no domínio da habitação.

Para isso, "temos de encontrar forma rápida de ter resposta no domínio da habitação. Situações urgentes passam pelas coberturas e telhados para que as pessoas possam reocupar as suas casas", diz o secretário de estado

São ainda necessárias soluções rápidas de limpeza das casas.

Nelson de Souza não quis adiantar os valores que estão em causa e acredita que existem diferentes fontes de financiamento para este caderno de encargos incluindo o Estado central, porque o Orçamento de Estado não vai ficar de fora da tragédia de Pedrógão Grande. As finanças vão ter que ser solidárias com as populações afetadas.

A inventariação dos danos "foi realizada por equipas multidisciplinares, integrando representantes dos municípios e técnicos de diversos departamentos da Administração Pública, nas áreas da habitação, infraestruturas e equipamentos, florestas e agricultura, atividade económica (indústria, turismo, serviços), proteção civil e segurança social", acrescenta.

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